Czarek Sokolowski/AP
Czarek Sokolowski/AP

Estudo revela que queijo apareceu pela primeira vez há 7.500 anos

Produção permitiu preservar o leite em um 'formato' menos perecível

Efe

13 Dezembro 2012 | 13h19

LONDRES - Os primeiros produtores de queijo que se tem conhecimento viveram na atual Polônia durante o período Neolítico, há 7.500 anos, segundo revelou um estudo britânico baseado na descoberta de vasilhas de cerâmica.

Uma equipe da Universidade de Bristol, no Reino Unido, descobriu resíduos de gordura láctea nos fragmentos de 34 vasilhas de cerâmica que teriam sido utilizadas para coar leite e fabricar queijo, segundo o estudo publicado nesta quarta-feira na revista Nature.

Os restos foram encontrados na região de Cuyavia, no centro da Polônia, e datam de cerca de 5.400 a.C., época na qual a agricultura se estendeu dos Bálcãs até a Itália e a Europa Oriental, segundo explicou o pesquisador britânico Richard Evershed.

Deste período também datam outros recipientes encontrados no Reino Unido, Dinamarca e no sudeste da Europa, que os cientistas interpretaram como coadores para a fabricação de queijo, mas nos quais não foram detectados restos de leite.

Por isso, as vasilhas descobertas na Polônia se transformaram no indício mais antigo da produção de queijo e sugerem que o produto apareceu nos primeiros períodos da agricultura, imediatamente depois da domesticação dos animais, apontou Evershed.

Pinturas e escrituras datadas do terceiro milênio antes de Cristo já explicam o processo de produção do queijo, mas os pesquisadores buscavam provas que demonstrassem que sua origem foi anterior.

A introdução dos lácteos na dieta foi uma inovação importante nos primeiros períodos da agricultura, quando o leite se transformou em um ingrediente essencial dos agricultores pré-históricos.

A produção de queijo foi um "avanço crucial" não só porque permitiu preservar o leite em um formato menos perecível e mais fácil de transportar, mas porque também facilitou sua digestão, já que é muito provável que os primeiros agricultores fossem intolerantes à lactose, revelou Evershed.

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