Estudo tenta localizar o berço das epidemias do futuro

Alguns dos 'hot spots' futuros propostos relacionam-se a doenças que migram de animais para o homem

Associated Press,

20 de fevereiro de 2008 | 15h02

Novas doenças infecciosas estão aparecendo com maior freqüência, de acordo com um estudo que identifica os "hot spots" ("locais quentes") onde a próxima geração de germes deverá surgir.   "Temos de estar lá nas regiões 'hot spot' para procurar o próximo HIV", disse um dos co-autores do trabalho, Peter Daszak, que é diretor-executivo do Consortium for Conservation Medicine at Wildlife Trust. Ele e outros cientistas apresentam seus resultados na edição desta semana da revista Nature.   Especialistas referiram-se ao trabalho como o relatório mais minucioso a mostrar o aumento do número de novas infecções no passado e a prever onde elas deverão aparecer no futuro.   Para determinar os "hot spots", pesquisadores encontraram 335 surgimentos de novas doenças entre 1940 e 2004 e analisaram os aspectos sociais e ambientais que pareciam tê-los estimulado. A maioria dos eventos envolvia germes novos para os seres humanos, mas os pesquisadores também levaram em conta doenças causadas por micróbios conhecidos que se tornaram resistentes a medicamentos, invadiram uma nova região ou se tornaram muito mais comuns.   Mapa dos "pontos quentes" para novas doenças resistentes a medicamentos   Década a década, esses incidentes se tornaram cada vez mais comuns, indo de 25 nos anos 40 a 98 na década de 90, com um pico anômalo de 103 nos anos 80.   Alguns dos "hot spots" futuros propostos no trabalho relacionam-se a doenças que migram de animais para o homem, como o HIV, que era inicialmente de chimpanzés.   Os pesquisadores afirmam que as principais áreas de risco estão no leste da Ásia, Américas Central e do Sul, o subcontinente indiano, África, Europa Ocidental e alguns centros populacionais da América do Norte. segundo os autores do estudo, a análise histórica mostra que o risco de doenças emergentes aumenta com a densidade populacional e a diversidade da vida silvestre.   O cientista  Peter Cowen, da Universidade Estadual da Carolina do Norte, que não tomou parte no trabalho, referiu-se à análise de "hot spots" como "uma boa mistura de palpite com estimativa".

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