Jaime R. Carrero/Reuters
Jaime R. Carrero/Reuters

EUA admitem mais casos, sobretudo entre pessoal médico

Enfermeira que pegou doença após tratar vítima tem 26 anos e quadro estável; CDCs dizem que é preciso repensar a abordagem

O Estado de S. Paulo

13 Outubro 2014 | 22h20

O diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) afirmou ontem que o país pode ter mais casos de contaminação do Ebola. Segundo Tom Frieden, novos casos podem surgir especialmente entre profissionais de saúde que trataram de Thomas Eric Duncan, a primeira vítima da doença em solo americano.

Ontem, a família da enfermeira Nina Pham, de 26 anos, confirmou que ela foi a primeira mulher a contrair Ebola nos Estados Unidos. E informou que seu quadro clínico é estável. A contaminação teria ocorrido por “quebra de protocolo”, mas ainda não há mais detalhes.

“Eu me sinto péssimo em saber que um trabalhador da saúde se infectou tentando ajudar um paciente do Ebola a sobreviver”, disse Frieden, acrescentando que as autoridades de Dallas ainda estão tentando descobrir como a enfermeira do hospital foi infectada.

Ele afirmou que os Estados Unidos devem repensar a sua abordagem para o controle de contaminação pelo vírus, considerando dar mais treinamento aos funcionários de saúde. Ao menos três de cada quatro enfermeiras nos EUA não se sentem preparadas para tratar do Ebola. É o que mostrou uma pesquisa divulgada pela National Nurses United, maior associação do setor.

Vacina. Ainda ontem, o governo canadense anunciou que está dando início a testes clínicos em humanos para uma nova vacina experimental contra o vírus Ebola. / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS 

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