EUA adotam novos procedimentos para tratamento de Ebola

País reconhece falhas, que expõem profissionais de saúde; novas medidas, mais rígidas, são empregadas por Médicos Sem Fronteiras

O Estado de S. Paulo

21 Outubro 2014 | 14h25

Autoridades dos Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira, 20, novas diretrizes para os profissionais de saúde durante o tratamento de pacientes infectados com Ebola. As medidas poderiam ter evitado a contaminação de duas enfermeiras no país se tivessem sido implantadas há um mês, informou o jornal The New York Times nesta  terça-feira, 21.

De acordo com o NYT, as novas orientações dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) seguem as revisões gerais anunciadas na semana passada, fornecem mais detalhes e foram revisadas por especialistas norte-americanos de hospitais que curaram pacientes com o vírus.

"Os procedimentos são baseados em protocolos muito rígidos utilizados há anos pelos Médicos Sem Fronteiras", afirmou o diretor dos CDC, o doutor Thomas R. Frieden. "Eles são voluntários, não exigidos por lei."

Entre as novas recomendações estão não deixar nenhuma pele descoberta, a substituição de roupas e sapatos por tecidos impermeáveis e botas e a retirada do equipamento ser feita sob o olhar de um supervisor, a fim de evitar erros.

Com as novas diretrizes, segundo The New York Times, os CDC reconhecem que o tratamento de vítimas do Ebola precisa de precauções diferentes das empregadas com doenças transmitidas pelo ar, como gripe aviária, tuberculose, síndrome respiratória aguda grave (Sars, na sigla em inglês) e síndrome respiratória por coronavírus do Oriente Médio (Mers-Cov, na sigla em inglês).

Nunca se provou que pacientes com Ebola transmitem o vírus por tosse ou espirro, mas eles emitem grandes quantidades de partículas infecciosas por vômito, sangue e diarreia. Por isso, é crucial que as autoridades de saúde não exponham seus olhos, boca, nariz ou cortes.

Os especialistas concordam que a parte mais difícil e perigosa do processo é a remoção do equipamento de segurança quando suas superfícies estão cobertas com partículas infecciosas.

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