EUA ainda recomendam mamografia a partir dos 40 anos

Departamento de Saúde norte-americano rebate polêmico protocolo que desaconselha a prática

Reuters,

19 de novembro de 2009 | 09h36

O Departamento de Saúde dos Estados Unidos manteve nesta última quarta-feira, 18, a recomendação para que mulheres saudáveis a partir dos 40 anos realizem mamografias regularmente, apesar de um polêmico novo protocolo que desaconselha a prática.

 

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Em nota que deve tranquilizar as norte-americanas, a secretária de Saúde Kathleen Sebelius disse que a Força-Tarefa de Serviços Preventivos, responsável por divulgar o novo protocolo na segunda-feira, não estabelece as políticas federais e não afeta os procedimentos pagos pelo governo federal.

 

Críticos da nova diretriz temem que ela leve a mais mortes por câncer de mama e que os planos de saúde a usem como justificativa para deixar de pagar mamografias para mulheres na faixa dos 40 anos.

 

"A Força-Tarefa apresentou algumas novas evidências para consideração, mas nossas políticas permanecem inalteradas", disse Sebelius na nota. "Na verdade, eu ficaria muito surpresa se alguma empresa de seguro privado alterasse suas decisões de cobertura para mamografias como resultado desta ação".

 

A mudança proposta abrange mulheres saudáveis, com um risco mediano de câncer de mama, e não as mulheres que têm histórico familiar da doença ou algum outro risco especial.

 

Especialistas rejeitaram o novo protocolo, e a Sociedade Americana do Câncer disse que não vai alterar sua recomendação para mamografias regulares a partir dos 40 anos.

 

A Força-Tarefa de Serviços Preventivos é uma comissão independente mantida pela agência de Pesquisas da Saúde dos EUA, que costuma estabelecer padrões para serviços preventivos no país.

 

Em sua nota, Sebelius disse que é preciso buscar "mais evidências, mais pesquisa e mais inovação científica para ajudar as mulheres a prevenirem, detectarem e combaterem o câncer de mama". Enquanto isso, cabe à população feminina "continuar fazendo o que faz há anos - conversar com o seu médico sobre seu histórico individual, fazer perguntas e tomar a decisão que seja correta para você", disse.

 

O câncer de mama é o tipo de câncer que mais mata mulheres no mundo, cerca de meio milhão por ano.

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