EUA ajudaram indústria farmacêutica a pressionar o Brasil

Telegramas da embaixada americana revelam pressão contra uma quebra patente de remédios para aids

Jamil Chade, Estadão

11 de outubro de 2007 | 18h34

Telegramas internos da embaixada dos Estados Unidos em Brasília sobre as negociações entre o governo e as empresas farmacêuticas nos últimos três anos revelam a pressão da Casa Branca para evitar a quebra de patentes, as ameaças, o envolvimento direto do governo George W. Bush com as multinacionais e ainda as divisões internas no Planalto.   Os documentos liberados não abrangem a decisão inédita do governo brasileiro, em maio deste ano, de quebrar a patente do Efavirenz, produzido pela Merck, o que permite a importação de versões genéricas e a fabricação do remédio no País.   O governo justificou a medida pela necessidade de assegurar a viabilidade financeira do programa de atendimento a pacientes com aids.   Os telegramas foram enviados ao Departamento de Estado, em Washington, e tratam das negociações entre 2004 e 2006. Entre as empresas envolvidas estão a Roche Holding AG, Abbott Laboratories, Gilead e Merck.   As comunicações mostram a embaixada americana em Brasília em constante contato com empresas, além de uma coordenação em Washington.   Uma das principais revelações dos telegramas é a pressão feita pelo governo americano contra uma quebra de patentes.   Os documentos mostram também a pressão americana, também revelam as divisões dentro do governo brasileiro. Segundo um telegrama de junho de 2005, o Ministério da Fazenda e o Itamaraty não tinham inclinação por quebrar patentes.    A embaixada americana não esconde, na comunicação, que precisaria mostrar os prejuízos que uma quebra de patentes causaria à economia brasileira e à saúde pública.   Leia a reportagem completa na edição desta sexta-feira de O Estado de S. Paulo.

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