REUTERS/Carlos Barria
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EUA anunciam 'boas notícias' sobre testes de medicamento contra o coronavírus

Casa Branca divulgou resultados promissores do uso de remdesivir no tratamento da doença. Autoridade pondera, contudo, que ainda é preciso avançar nos estudos

Eduardo Gayer, O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2020 | 00h32
Atualizado 30 de abril de 2020 | 15h53

O diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos e conselheiro de Saúde da Casa Branca, Dr. Anthony Fauci, afirmou nesta quarta-feira, 29, que os testes desenvolvidos pela Gilead Science para utilizar remdesivir no tratamento de covid-19 trazem "boas notícias".

Em coletiva de imprensa ao lado do presidente americano, Donald Trump, Fauci destacou que o medicamento teve um "claro efeito" na diminuição do tempo de sintomas dos pacientes. "É o primeiro estudo controlado placebo, de alta potência e verdadeiramente randomizado", destacou o médico, que é a principal autoridade de saúde nos EUA neste momento e integra a força-tarefa do governo Trump de combate à pandemia.

"Foi um teste internacional envolvendo vários locais, não apenas nos Estados Unidos, mas em vários países do mundo, incluindo Alemanha, Dinamarca, Espanha, Grécia, Reino Unido", completou.

Fauci ponderou, contudo, que ainda é preciso avançar com os estudos sobre a possibilidade de utilização da droga em pacientes infectados pelo coronavírus e ressaltou que a notícia nada tem a ver com vacinas. "Este é um tratamento para pessoas que já estão infectadas. É para prevenir o desenvolvimento de infecções", disse o infectologista.

Ainda pela manhã, a Gilead informou que a fase 3 do estudo aberto mostrou que o medicamento teve resultados semelhantes em pacientes com casos severos da doença. A farmacêutica espera obter resultados sobre a eficácia do antiviral em pacientes com quadro moderado da covid-19 no final de maio.

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