EUA anunciam que a propagação da gripe está cedendo

Segundo os últimos números do CDC, o vírus da gripe A contagiou 22 milhões de pessoas em todo o país

EFE,

20 de novembro de 2009 | 21h57

As autoridades de saúde dos Estados Unidos afirmaram nesta sexta, 20, que a pandemia de gripe A já passou o ponto máximo de propagação e está começando a ceder, embora tenham indicado que é provável que haja novas ondas de contágios.

 

"Estamos começando a ver uma queda na atividade do vírus no país, mas ainda há muitos casos de gripe", disse em entrevista coletiva a diretora do Centro de Doenças Respiratórias do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), Anne Schuchat.

 

O responsável da evolução da doença no CDC concretizou que a atividade do vírus continua sendo registradas em 43 estados do país, quando há uma semana eram 46.

 

No entanto, advertiu que o grau de contágios continua sendo "muito maior que o que se vê normalmente nesta época do ano", e lembrou que é provável que se registrem novos picos de atividade durante o inverno.

 

"Pode haver muitos altos e baixos ao longo de uma temporada, e o vírus vai continuar circulando as próximas semanas", afirmou Schuchat.

 

Segundo os últimos números do CDC, o vírus da gripe A contagiou 22 milhões de pessoas em todo o país nos últimos seis meses, e causou 3.900 mortes, 540 delas entre crianças.

 

Schuchat ressaltou que estes números são meras estimativas, e que as mortes confirmadas por laboratório são muito inferiores. No caso das mortes pediátricas se confirmaram 171 em todo o país, 21 delas na última semana.

 

As estimativas do CDC de que o vírus está em decadência foram reforçadas hoje com um novo estudo do laboratório Quest Diagnostics, que aponta para a mesma tendência.

 

Após analisar 142 mil testes de gripe A, o laboratório concluiu que nas semanas seguintes ao dia 27 de outubro, a demanda por testes de saúde relacionados com o vírus tinha diminuído, após várias semanas de "grande crescimento".

 

"Nossos dados assinalam que a pandemia não está se expandindo agora de forma tão agressiva como em setembro e na maioria de outubro", disse em comunicado o médico do laboratório Jay Lieberman.

 

"O número de indivíduos cujos exames deram positivo para influenza caiu em todos os grupos de idade desde o final de outubro, com exceção dos maiores de 65 anos", acrescentou.

 

Lieberman explicou que a queda pode ter acontecido por vários fatores, entre eles que "milhões de americanos já se infectaram com o vírus" e que outros tantos receberam a vacina, "que pode ter reduzido o número de pessoas suscetíveis à doença".

 

Em relação ao processo de distribuição das vacinas, o CDC apontou hoje que desde a semana passada foram entregues 11 milhões de doses mais aos centros autorizados, com o que o número total de vacinas disponíveis chegou a 54 milhões.

 

Schuchat aproveitou a entrevista coletiva para fazer um apelo à "precaução" na hora de dar beijos e mostras de afeto com a chegada de festas familiares como Ação de Graças, na próxima quinta-feira, e Natal. Crianças e avôs compartilharão muito amor e carinho, mas também haverá troca de vírus", assinalou.

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