EUA aprovam primeira pílula de emagrecimento em uma década

Droga havia sido rejeitada amteriormente, mas agência garante que remédio não apresenta riscos

Associated Press

27 de junho de 2012 | 15h34

WASHINGTON - O órgão regulador de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos (a Administração de Alimentos e Remédios - FDA, na sigla em inglês), aprovou nesta quarta-feira, 27, a pílula de emagrecimento Belviq. É a primeira vez que a FDA dá o aval para um medicamento do tipo ser comercializado em uma década.

 

A agência autorizou o comércio da pílula para adultos obesos ou acima do peso que tenham pelo menos uma complicação médica, como diabetes ou altos níveis de colesterol.

 

A FDA havia negado a permissão para a entrada da Belviq no mercado em 2010 depois que cientistas levantaram questionamentos sobre tumores que se desenvolveram em animais usados nos testes do remédio. A companhia refez os testes mais cedo neste ano e os dados, segundo a órgão, mostraram que há um risco muito pequeno para os humanos.

 

Muitos médicos americanos pressionaram a agência a autorizar a comercialização da pílula, já que as taxas de obesidade entre a população adulta dos Estados Unidos está perto dos 35%. A relutância da agência, porém, se apoia no fato de que em algumas dessas drogas há substâncias prejudiciais ao coração e que podem trazer problemas de saúde sérios. Mas na rara decisão, a FDA explicita que a Belviq não representa riscos.

 

A pílula é uma das drogas de emagracimento experimentais que foi aprovada somente depois de ter sido rejeitada pela agência. Outra cuja situação deve ser definida ainda neste mês é a Qnexa, do laboratório Vivus, e que aparentemente é o remédio mais eficaz na perda de peso.

 

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