EUA declaram inválido teste de nível de nicotina em cigarros

Método usado desde os anos 60 não leva em conta mudanças nos cigarros e no comportamento dos fumantes

AP,

27 de novembro de 2008 | 16h05

A Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC, na sigla em inglês) rescindiu na quarta-feira, 26, uma norma emitida há 42 anos e que permitia que a indústria do cigarro fizesse alegações sobre teores de alcatrão e nicotina em seus produtos.    O Mecanismo da Dependência do Cigarro   A indústria usa um teste chamado Método do Filtro de Cambridge, e a comissão decidiu que esse processo tem falhas. A comissão também disse que o material publicitário gerado a partir dos resultados dos testes poderia levar os consumidores a acreditar que os cigarros de baixos teores são mais seguros. Como resultado, toda a publicidade futura que apresentar o teor de alcatrão do cigarro não poderá mais usar termos como" pelo método da FTC".   "Nossa decisão garante que as companhias do tabaco não poderão mais embalar suas taxas enganosas de nicotina e alcatrão num manto de patrocínio0 governamental", disse um membro da comissão, Jon Leibowitz. "Em resumo,a FTC não vai mais servir como cortina de fumaça para os métodos vergonhosos de marketing das empresas de cigarro".   A comissão rescindiu a norma por uma votação de 4 a 0.   Sob o sistema usado nos EUA, cigarros com mais de 15 miligramas de alcatrão são chamados de "sabor completo". Níveis de menos de 15 miligramas são "baixos" ou "light". Abaixo de 6 miligramas, "ultra baixo" ou "ultra light".   O Instituto Nacional do Câncer dos EUA descobriu que mudanças na fabricação dos cigarros reduziram os níveis de alcatrão e nicotina auferidos pelo Método de Cambridge, mas que não houve redução nas doenças sofridas pelos fumantes. A máquina não mede as mudanças no comportamento do fumante, como o uso de mais força para tragar, a fim de extrair mais nicotina.

Tudo o que sabemos sobre:
cigarronicotinaalcatrãocâncer

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.