Dado Ruvic/Reuters
Dado Ruvic/Reuters

EUA compram todas as vacinas contra covid-19 produzidas pela Pfizer e BioNTech em 2020

País vai desembolsar US$ 1,95 bilhão por 100 milhões de doses, que serão pagas após a aprovação dos imunizantes pela agência reguladora norte-americana

Eduardo Gayer, O Estado de S.Paulo

22 de julho de 2020 | 10h50

Os Estados Unidos fecharam nesta quarta-feira, 22, um acordo com as farmacêuticas Pfizer e BioNTech para comprar, ainda em 2020, 100 milhões de doses da vacina contra a covid-19. As empresas informaram que não devem conseguir produzir mais do que isso neste ano.  

Comunicado emitido pelas farmacêuticas afirma que o governo americano fez um pedido inicial de 100 milhões de doses e vai desembolsar um total de US$ 1,95 bilhão (quase R$ 10 bilhões) por elas, após a aprovação da profilaxia FDA, a agência reguladora de medicamentos no país. O acordo firmado ainda prevê entrega de até 600 milhões de doses aos EUA ao longo do ano seguinte.  

O governo de Donald Trump concordou em gastar a quantia para busca de uma vacina potencial. O Departamento de Saúde e Serviços Humanos e o Departamento de Defesa dos Estados Unidos lançaram a Operação Warp Speed para acelerar o desenvolvimento de imunização, tratamentos e testes contra o coronavírus

Mais de 150 vacinas no mundo estão com produção em curso, sendo cerca de 20 em fase de testes em humanos. Governos têm assinado acordo com as farmacêuticas para assegurar o suprimento dessas candidatas a vacina.

Até o final de 2021, Pfizer e BioNTech planejam produzir mais de 1,3 bilhão de doses,  que deve ser entregue ao restante do mundo. "Estamos satisfeitos por termos assinado este importante acordo com o governo dos EUA para fornecer as 100 milhões de doses iniciais ", disse o CEO da BioNTech, Ugur Sahin.

Na segunda-feira, as duas farmacêuticas anunciaram resultados positivos nos estudos da vacina experimental que desenvolvem juntas. De acordo com as farmacêuticas, foram verificadas respostas imunes em velocidade anterior ao prazo estimado das chamadas células T, consideradas fundamentais para protegerem um organismo do novo coronavírus. A pesquisa, que ainda precisa ser avaliada por pares para posterior publicação em revista científica, não registrou efeitos colaterais graves em indivíduos que receberam a vacina.

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