Estados Unidos ficam sem verba para combater a zika

Obama já havia solicitado recursos emergenciais de US$ 1,9 bilhão para combater a doença, mas as negociações com o Congresso estão emperradas desde junho

FÁBIO DE CASTRO, O Estado de S. Paulo

31 Agosto 2016 | 21h34

Os recursos do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) para o combate à zika naquele país acabarão neste mês, de acordo com o diretor da agência, Thomas Frieden. O presidente Barack Obama já havia solicitado recursos emergenciais de US$ 1,9 bilhão para combater a doença, mas as negociações com o Congresso estão emperradas desde junho.

“A despensa está vazia. Basicamente, nós estamos sem dinheiro e precisamos que o Congresso atue para que possamos dar uma resposta efetiva (à epidemia de zika)”, disse Frieden à imprensa, em entrevista coletiva realizada em Washington na segunda-feira.

De acordo com Frieden, dos US$ 222 milhões alocados pelo CDC para o combate à zika em 2016, cerca de US$ 200 milhões já foram usados. “O restante já terá acabado pelo fim de setembro”, disse.

 

 

Segundo Frieden, embora o pedido de recursos tenha sido feito há meses, o Congresso ainda não aprovou uma lei viável para o financiamento das ações. Envolvidos em disputas partidárias, os congressistas deixaram o problema sem solução até meados de julho, quando teve início o recesso de verão, do qual voltam na próxima semana. “Estamos no auge da estação de mosquitos, que normalmente se estende até o fim de outubro nos Estados Unidos, e se a transmissão começar a ocorrer de forma mais abrangente, o CDC poderá não ter recursos para reagir e enviar suas equipes para apoio a autoridades locais e estaduais”, afirmou Frieden. 

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