EUA inauguram complexo para buscar vida no espaço

Sistema ATA terá 350 antenas parabólicas; espectativa é que encontre vida até 2025.

BBC Brasil, BBC

12 de outubro de 2007 | 14h14

Um sistema de radiotelescópios criado especialmente para detectar sinais de vida alienígena começou a funcionar no norte do Estado da Califórnia, nos Estados Unidos.Batizado de Allen Telescope Array (ATA), o sistema será capaz de analisar mais de um milhão de sistemas estelares na busca de sinais de rádio gerados por extraterrestres.O ATA já começou a operar com 42 de suas 350 antenas parabólicas e está sendo considerado um dos maiores do mundo.Seus criadores esperam que o ATA seja capaz de identificar claros sinais de vida alienígena até 2025.O ATA está instalado no Observatório Hat Creek, que fica 465 km ao norte de São Francisco, e vai ser operado pelo Instituto SETI (sigla em inglês de Busca por Inteligência Extraterrestre) e pelo laboratório de radioastronomia da Universidade da Califórnia.Com sede no Estado americano, o Instituto SETI é uma organização criada com o objetivo de explorar, entender e explicar a origem da vida no universo e que coordena esforços para encontrar sinais de vida extraterrestre."Para o SETI, as capacidades técnicas do ATA aumentam exponencialmente as habilidades de procurar por sinais inteligentes e podem levar à descoberta de seres pensantes em outros lugares do universo", disse Seth Shostak, astrônomo-sênior do SETI. O ATA será capaz de cobrir uma área do céu 17 vezes maior do que é possível com o Very Large Array, um observatório radioastronômico no Estado do Novo México.Espera-se que o ATA ainda contribua na pesquisa de outros fenômenos astronômicos, como supernovas e buracos negros.Paul Allen, co-fundador da Microsoft, doou US$ 25 milhões para a construção da fase inicial do projeto e outros patrocinadores estão sendo cogitados para contribuir com outros US$ 25 milhões para a finalização do projeto.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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