Lindsey Wasson / Reuters
Lindsey Wasson / Reuters

EUA iniciam exames de sangue para detectar pessoas imunes ao coronavírus

Testes são vistos como a chave para tornar o confinamento mais flexível, permitindo que aqueles com imunidade comprovada continuem suas atividades

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de abril de 2020 | 02h55

Os Estados Unidos começaram a coletar amostras de sangue em todo o país para determinar o número real de pessoas infectadas com o novo coronavírus. Os novos testes são baseados em análises sorológicas, que diferem dos cotonetes nasais usados ​​atualmente para determinar se alguém tem o vírus.

Os novos testes analisam se certos anticorpos estão presentes no sangue,  os quais demonstram que a pessoa “lutou” e logo depois se recuperou da doença, incluindo aquelas que nunca apresentaram sintomas.

Esses exames são vistos como a chave para tornar, gradualmente, o confinamento mais flexível, permitindo que aqueles com imunidade comprovada continuem suas atividades de rotina. "Estamos começando a testar e informaremos muito rapidamente", disse Joe Bresee, epidemiologista do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), de acordo com o site de saúde Stat News.

Bresee acrescentou que o CDC realizará três análises: a primeira em amostras de sangue de pessoas não diagnosticadas em alguns dos pontos críticos nos EUA; a segunda será a nível nacional em diferentes partes do país; e a terceira, um estudo com profissionais de saúde. A primeira análise já começou no último fim de semana, mas nenhum cronograma foi divulgado sobre os outros dois até o momento.

Os exames foram iniciados depois que a Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla em inglês) emitiu uma aprovação de emergência para o primeiro teste sorológico, realizado pela empresa Cellex na Carolina do Norte, na semana passada.

Separadamente, a Universidade de Stanford realizou sua própria pesquisa sorológica no último sábado, 4, na cidade de Santa Clara, disse à AFP Jay Bhattacharya, professor de medicina da universidade.

"Coletamos amostras de sangue de dedos de cerca de 2,5 mil participantes voluntários selecionados para serem representativos do município e cerca de 500 de seus filhos", disse ele, acrescentando que os resultados serão divulgados em breve.

Mais de 75% da população dos EUA está sob alguma forma de confinamento, enquanto o número de mortes por coronavírus no país ultrapassam 10 mil. / AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.