James Gathany/CDC/AP
James Gathany/CDC/AP

EUA investigam 14 casos de transmissão de zika pelo sexo

No momento, não há evidências de que mulheres possam infectar parceiros, mas órgão de saúde pede prevenção

O Estado de S. Paulo

24 Fevereiro 2016 | 03h00

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) investiga 14 relatos de possível contágio sexual pelo vírus da zika, incluindo registros envolvendo gestantes.

Em dois dos casos suspeitos, a infecção foi confirmada em mulheres cujo único fator de risco conhecido havia sido o contato sexual com um parceiro doente, que havia recentemente viajado para uma área onde o vírus estava presente. Os testes nos parceiros ainda estavam pendentes, disse o CDC. Picadas de mosquito continuam a ser a principal maneira pela qual o vírus se espalha, embora a transmissão sexual seja possível.

Os novos casos envolvem a possível transmissão do vírus via contato sexual dos homens para as parceiras. Neste momento, não há evidências de que mulheres podem transmitir o vírus aos parceiros, afirmou o CDC. A agência mais uma vez enfatizou a necessidade de usar preservativos e adotar precauções.

O primeiro caso de transmissão do zika nos Estados Unidos foi registrado no Texas, no início do mês, por autoridades locais de saúde, que disseram que o vírus havia sido provavelmente contraído via contato sexual, e não por picada de mosquito.

Preocupação. Recentemente, o CDC se mostrou preocupado com a publicação de um grupo de cientistas ingleses que encontrou zika no sêmen de um britânico de 68 anos que havia sido contaminado nas Ilhas Cook - 60 dias após a infecção. Isso pode indicar a necessidade de mais medidas preventivas.

O caso do britânico é o segundo em que se detectou o zika no sêmen - outro resultado positivo havia ocorrido na Polinésia Francesa, em 2013.

Até agora, os Estados Unidos não relataram nenhum caso de transmissão do vírus por picada de mosquito, mas em Porto Rico já existe circulação autóctone. A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) estima que até 4 milhões de pessoas possam ser infectadas pelo zika. / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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