Valeria Gonçalvez/AE
Valeria Gonçalvez/AE

EUA limitam uso de chimpanzés em pesquisas científicas

De acordo com norma dos Institutos Nacionais de Saúde do país, projetos biomédicos envolvendo primatas serão reavaliados

Efe,

16 de dezembro de 2011 | 08h42

Os Institutos Nacionais de Saúde (NHI) dos Estados Unidos anunciaram nesta última quinta-feira, 16, que limitarão o uso de chimpanzés em pesquisas biomédicas, revisarão os atuais projetos e cancelarão temporariamente as bolsas de estudos de estudos que incluam primatas.

O diretor do NIH, Francis Collins, destacou os benefícios científicos da pesquisa médica com animais e ressaltou que o uso de chimpanzés já estava restrito, mas assinalou que os novos métodos permitem alternativas.

O NIH encomendou em 2010 um estudo do Instituto de Medicina sobre a necessidade de utilizar chimpanzés para a pesquisa biomédica e como trabalhar com eles, que concluiu que "embora o chimpanzé seja um modelo animal útil em pesquisas anteriores, seu uso para a pesquisa biomédica é desnecessário".

O Instituto considerou que só se deve recorrer a esses animais no caso de os conhecimentos que resultem da investigação serem necessários para melhorar a saúde dos cidadãos e não haja nenhum outro método pelo qual adquirir esses conhecimentos.

Também é necessário que a pesquisa não possa ser desenvolvida de forma ética em humanos. Além disso, os animais utilizados deverão ser mantidos em ambientes adequados.

O comitê também concluiu que poderiam continuar as pesquisas com chimpanzés relacionadas com tratamentos de anticorpos monoclonais, genômica comparativa e estudos não-invasivos de fatores sociais e de comportamento que afetam o desenvolvimento, a prevenção e o tratamento de doenças.

No entanto, não pôde chegar a um consenso sobre a necessidade dos chimpanzés para o desenvolvimento da vacina contra o vírus da hepatite C profilática.

Collins frisou que o NIH aceitará as recomendações do comitê, suspenderá temporariamente as bolsas de estudos às pesquisas que envolvam o uso de chimpanzés e encarregará um grupo de trabalho da análise dos projetos atuais.

"Os chimpanzés são nossos parentes mais próximos no reino animal e proporcionam informação excepcional na biologia humana, por isso é necessário uma especial consideração e respeito", comentou.

 

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