EUA preparam advertência contra bronzeamento artificial

A OMS incluiu, ano passado, as camas de bronzeamento na lista de causas comprovadas de câncer

Associated Press,

19 Janeiro 2010 | 15h01

A FDA, órgão do governo americano que supervisiona o mercado de alimentos e remédios, vai debater como impor avisos mais firmes de que as lâmpadas solares das camas de bronzeamento artificial trazem risco de câncer.  Existe um consenso científico cada vez maior de que não existe um bronzeamento seguro.

 

Com fim de veto, clínicas retomam bronzeamento

 

Esta é uma mensagem que Katie Donnar, de 18 anos, ignorou até um ano atrás, quando, ao se preparar para um concurso de beleza, encontrou um tumor na perna - um melanoma, o tipo mais perigoso de câncer de pele.

 

Ela não tem como provar que as camas de bronzeamento são culpadas, mas começou a usá-las como animadora de torcida na sexta série, usava-as dia sim, dia não durante o ensino médio e chegou a ter uma em casa.

 

"Parecia um mito, que eu estava me expondo ao perigo", disse ela, que descobriu o melanoma antes que se espalhasse. "O aviso é tão pequeno, nada que me fizesse parar e pensar que era para valer".

 

A divisão de câncer da Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu, ano passado, as camas de bronzeamento na lista de causas comprovadas de câncer. Após o anúncio da FDA, a Anvisa, no Brasil, chegou a proibir o uso das camas, mas a decisão foi revertida na Justiça.

 

Nos EUA, os conselheiros científicos da FDA abriram uma audiência pública para estudar uma regulamentação mais estrita desses equipamentos, tanto por meio de advertências mais duras quanto via uma reclassificação dos aparelhos na escala de risco adotada pela entidade.

 

"Não recomendamos que ninguém use isso", disse a especialista em radiação ultravioleta da FDA, Sharon Miller. "Mas sabemos que tem gente que usa, então precisamos reduzir o risco ao máximo".

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