EUA querem monitorar 132 passageiros de voo com infectada por Ebola

EUA querem monitorar 132 passageiros de voo com infectada por Ebola

Enfermeira estava em avião comercial que partia de Cleveland para Dallas; no momento da viagem, ela não apresentava sintomas

AFP

15 Outubro 2014 | 15h42

A segunda enfermeira contaminada com Ebola nos Estados Unidos não deveria ter viajado em um avião comercial depois de ter atendido a um paciente liberiano que morreu no início de outubro, disseram nesta quarta-feira, 15, as autoridades norte-americanas.

"Não deveria ter viajado em um avião comercial", disse o diretor dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), Thomas Frieden. Segundo os CDC, esta trabalhadora tomou um voo doméstico um dia antes de sentir os primeiros sintomas.

As autoridades pediram às 132 pessoas que viajaram no voo 1143 da Frontier Airlines entre Cleveland e Dallas/Fort Worth, no dia 13 de outubro, que entrem em contato com os CDC.


Frieden lembrou a necessidade de que as pessoas suscetíveis de ter contraído o vírus realizem "deslocamentos limitados", o que exclui usar meios de transporte coletivos.

O risco de contaminação é, entretanto, "muito baixo", já que a enfermeira não apresentava durante sua viagem nenhum sintoma de Ebola, como febre, vômitos ou diarreia, destacou Frieden.

A enfermeira atendeu um liberiano morto pelo vírus em um hospital de Dallas, Thomas Eric Duncan. Uma primeira enfermeira que tratava o mesmo paciente já tinha sido contaminada ali.

O contágio desta segunda enfermeira no Texas "é muito preocupante", comentou Frieden. A investigação em curso está tentando identificar outros trabalhadores de saúde (potencialmente em risco), que serão objeto de "acompanhamento de perto", completou.

Até 75 membros do pessoal de saúde são monitorados ante um eventual contágio, segundo as autoridades.

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