EUA recomendam menos exames de próstata a maiores de 75

Segundo comissão federal, não há evidências de que o diagnóstico precoce previna mortes pela doença

AP

05 de agosto de 2008 | 14h48

Médicos não deveriam mais realizar exames de rotina para diagnóstico de câncer de próstata em homens acima dos 75 anos, pois há evidências de eles trazem mais problemas que vantagens, advertiu uma comissão federal dos Estados Unidos. A comissão de prevenção, que fez a recomendação na segunda-feira, 4, relatou evidências de que os benefícios do tratamento baseado em exames de rotina nessa faixa etária "são pequenos ou nulos." O tratamento geralmente causa "danos moderados a substanciais", incluindo disfunção erétil, perda do controle da bexiga e problemas de intestino, disseram.  A nova orientação é a primeira atualização no que diz respeito ao câncer de próstata desde 2002. O último relatório da comissão concluiu que há poucas evidências que recomendem os exames para homens de todas as idades.  Nos últimos anos, houve um crescente debate sobre o valor do relativamente impreciso teste de sangue para detectar o câncer, assim como o valor do tratamento da maior parte dos cânceres de próstata. Um resultado positivo no exame de sangue deve ser confirmado com uma biópsia. E, mesmo assim, não há um método à prova de falhas para diferenciar tumores agressivos de tumores de crescimento lento. Um grande número de especialistas acredita que pacientes estejam sendo excessivamente tratados.  A maior parte dos grandes grupos médicos do país recomenda que os especialistas discutam com seus pacientes os ganhos e perdas potenciais dos exames para câncer de próstata, para que decisões individuais sejam feitas. A maior parte deles concorda que os testes devem ser feitos antes dos 50 anos.  A comissão, que determina os padrões de tratamento primário nos Estados Unidos, reviu pesquisas anteriores para chegar a sua conclusão e "não conseguiu encontrar provas adequadas de que a detecção precoce leve a um menor número de mortes," disse o presidente da comissão, Ned Calonge.

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