EFE/EPA/YUAN ZHENG
EFE/EPA/YUAN ZHENG

EUA recomendam que americanos não viajem à China por causa do surto de coronavírus

País elevou o nível de risco da China para 4, categoria reservada para situações que considera mais perigosas, como conflitos armados

Redação, O Estado de S.Paulo

31 de janeiro de 2020 | 01h22

Nesta quinta-feira, 30, o governo dos Estados Unidos emitiu um alerta de viagem em que recomenda "não viajar" para a China por causa do surto de coronavírus. Assim, o país elevou o nível de risco da China para o máximo de 4, uma categoria reservada para as situações que considera mais perigosas, como grandes crises ou conflitos armados.

Além da China, os Estados Unidos consideram de nível 4 apenas Iraque, Irã, Sudão do Sul, Afeganistão, Coréia do Norte, Síria, Líbia, Somália, Mali, Venezuela, República Centro-Africana, Burkina Faso e Iêmen. Em seu alerta de viagem mais recente, o governo dos EUA citou a declaração de emergência internacional declarada quinta-feira pela Organização Mundial da Saúde (OMS) diante da rápida expansão do coronavírus.

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A China elevou nesta sexta-feira, 31, para 213 (43 a mais que ontem) os mortos por coronavírus e 9.692 (1.981 a mais) infectados em todo o país.

Nos EUA foram confirmados seis casos do surto, o último na quinta-feira, considerado pelas autoridades de saúde como o primeiro contágio local no país. No alerta de viagem aconselhando "não viajar" para a China, o governo dos EUA também recomenda que seus cidadãos que estão no país asiático "pensem em sair usando meios comerciais".

"Os viajantes devem estar preparados para que as restrições de viagem sejam impostas com pouca ou nenhuma notificação prévia. As companhias aéreas comerciais reduziram ou suspenderam as rotas de e para a China", alertou o governo. Washington também alertou que tem uma "capacidade limitada" de fornecer serviços consulares de emergência na região de Hubei, o epicentro do coronavírus.

Conforme noticiado pela imprensa americana na quarta-feira, 29, a Casa Branca está estudando a possibilidade de impor uma proibição temporária de voos entre o país e a China devido ao surto de coronavírus. / EFE

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