EUA têm 1º morte por gripe suína; vírus chega a mais 3 países

É a primeira morte por gripe suína registrada fora do México, país mais afetado pelo surto da doença

Reuters e BBC Brasil,

29 Abril 2009 | 07h51

 México soma 152 mortos e OMS eleva alerta da gripe suína
O diretor do Centro de Controle de Doenças dos EUA (CDC), Richard Bresser, confirmou nesta quarta-feira, 29, a primeira morte nos Estados Unidos por causa do novo vírus H1N1 da gripe suína: uma criança mexicana de 1 ano e 11 meses que morreu no Estado do Texas, que faz fronteira com o México. A criança estava nos Estados Unidos para passar por um tratamento médico, de acordo com informações oficiais do governo de Houston.  

 

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O menino viajou com os pais do México até a cidade de Brownsville, no sul do Texas. A criança ficou doente já na cidade texana. Esta é a primeira morte por gripe suína registrada fora do México, país mais afetado pelo surto da doença. Autoridades dos EUA confirmaram 65 casos de gripe suína, a maior parte deles suave.

 

"Infelizmente tenho de confirmar a primeira morte causada pelo vírus H1N1", disse Besser. Segundo o diretor do CDC, casos mais graves e novas mortes devem aparecer. A notícia, no entanto, não deve mudar a linha de combate à doença.

 

"Não mudamos nossas recomendações. São as medidas certas para reduzir o risco à população", disse Besser. O CDC sugere que cuidados de higiene e evitar contato com pessoas doentes limita o contágio do vírus.

 

Mais países afetados

 

Alemanha, Áustria e Costa Rica entraram para a lista de países com casos registrados de gripe suína. As autoridades alemãs confirmaram que três pessoas foram infectadas com a doença. Dois dos pacientes voltaram recentemente de uma viagem ao México, onde teria começado o atual surto da doença.

 

O ministério da Saúde austríaco também confirmou que uma mulher de 28 anos ficou doente após voltar de uma viagem à  Guatemala, que teve escala no México. Ela está internada, mas passa bem. Nas primeiras horas desta quarta-feira, a Costa Rica também confirmou dois casos da gripe suína.

 

Além do México, país com maior número de doentes, e EUA, o vírus atingiu também  Canadá, Espanha, Reino Unido, Nova Zelândia e Israel.

 

Novos casos confirmados

 

Nesta manhã, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, anunciou que mais três casos da gripe suína foram registrados no Reino Unido. Uma pessoa ficou doente em Londres, outra em Birmingham e uma terceira na cidade de Torbay. Todas foram medicadas e têm respondido bem ao tratamento.

 

O número de infectados na Nova Zelândia subiu de 11 para 14. Apenas uma delas não estava em um grupo de estudantes que viajou recentemente para o México, mas também voltou recentemente da América do Norte. Os doentes estão respondendo bem ao tratamento.

 

O Ministério da Saúde da Espanha confirmou nesta quarta-feira quatro casos de gripe suína no país. No comunicado da pasta, foi informado que há outros 59 casos sob investigação.

 

OMS se reúne

 

Diante da proliferação de casos da gripe suína, a Organização Mundial da Saúde acaba de anunciar que está convocando para hoje ainda em Genebra uma reunião extraordinária do comitê de emergências de pandemia.

  

Segundo o porta-voz da OMS Dick Thompson, o objetivo do encontro será o de discutir o que fazer diante do novo cenário. Uma das possibilidades seria elevar o nível de alerta mundial para 5, em uma escala de 1 a 6. Na prática, isto significaria o reconhecimento de que há uma pandemia, de que governos precisam passar a comprar estoques de remédios e que fabricantes de vacinas devem acelerar a produção.

 

Texto ampliado às 10h16 para acréscimo de informações.

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