EUA trabalham em vacina contra gripe suína

Uma criança morreu e pelos menos 109 pessoas estão infectadas; vacina não poderá ser usada no curto prazo

Efe,

01 Maio 2009 | 05h10

Autoridades americanas divulgarão nesta quinta-feira detalhes do plano para fabricar uma vacina contra a gripe suína, mas com a certeza de que não ficará pronta nos próximos meses e, portanto, sem poder ser usada para combater a atual epidemia.

 

O diretor do Centro de Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês), Richard Besser, acredita que a epidemia atual poderá ser combatida com as medidas de prevenção e tratamento adotadas.

 

No entanto, advertiu recentemente que antes de desaparecer, o vírus se expandirá por todo o país, e deixará um "amplo espectro de casos, desde os mais suaves até os mais graves".

 

Segundo os últimos dados do CDC, 109 pessoas estão com a gripe suína nos Estados Unidos, em um total de 11 estados, mas no final da noite de quinta-feira se somaram outros cinco casos em Nova Jersey que ainda não foram contabilizados por este organismo.

 

Seis dos contágios confirmados necessitaram hospitalização, incluindo a criança de 23 meses que morreu no Texas.

 

Besser se mostrou ontem confiante em que, pouco a pouco, a transmissão da doença cairá de ritmo, e "o veremos desaparecer com os esforços que iniciamos".

 

No entanto, a Administração americana iniciou o processo para desenvolver uma vacina, para caso seja necessário num futuro próximo. Mas Besser explicou que ainda há muitas dúvidas em torno desta vacina.

 

"As perguntas são: quem a receberá, e quem vacinaremos? A resposta depende do que tenhamos aprendido do vírus e de como ele se transmite. É uma decisão mais social que científica. Certamente não podemos vacinar 300 milhões de pessoas", disse.

 

Enquanto se decide se será aplicada ou não, as autoridades sanitárias começaram a dar os passos necessários para poder produzi-la em quantidade suficiente.

 

O diretor do CDC disse que, até o momento, foi isolada a cepa padrão do vírus para ser cultivada, com objetivo de acumular a quantidade necessária para que possa ser enviada às farmacêuticas.

 

"Mas ainda não enviamos nenhuma amostra aos fabricantes. Primeiro temos de fazer a semente da cepa crescer até um nível determinado, testá-la e ter certeza de que não sofreu qualquer mutação. Só aí será possível enviar aos fabricantes", indicou.

 

"Isto é o que planejamos. Mas a vacina não estará pronta antes da próxima temporada da gripe. Portanto, não temos que decidir atualmente se será utilizada ou não", apontou.

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