Europa quer diminuir mortes por câncer em 15% até 2020

Comissária de saúde do bloco diz que exames preventidos também deverão ser dobrados até a data

Reuters

24 Junho 2009 | 13h01

A chefe do Departamento de Saúde da União Europeia, Androulla Vassiliou, afirmou nesta quarta-feira, 24, que a Europa pretende reduzir o número de mortes ocasionadas por câncer no continente em 15% até 2020 e que é necessário dobrar o número de exames realizados para prevenir as taxas mortalidades de subirem conforme a população envelhece.

 

Cerca de 3.2 milhões de europeus são diagnosticados com câncer todo ano, o que torna a doença a segunda causa mais comum de mortes no continente.

 

"Queremos uma redução nas mortes por câncer em 15% até 2020", disse a comissário de saúde da União Europeia. Vassiliou acrescentou que o bloco quer "dobrar o número de pessoas examinadas". "Tivemos um grande processo desde que começamos, em 2003, mas apenas metade de nossos objetivos foram alcançados", completou.

 

Vassilou, que discursou em uma entrevista coletiva estimulando a troca de informações e pesquisas sobre o câncer entre as 27 nações da União Europeia, disse que seu objetivo é também reduzir as disparidades entre os países em termos de mortes pela doença.

 

Em 2005, por exemplo, a taxa de morte por câncer em homens nos países com pior desempenho - Hungria, Estônia e Eslováquia - foi duas vezes maior que a do Chipre. Quanto ao câncer de mama, a Bélgica tem o maior número de incidências, mas a Dinamarca tem a maior taxa de mortalidade. Já a Romênia tem a menor taxa de incidência, enquanto a Espanha tem o menor índice de mortes.

 

"Temos que continuar com nossos esforços, pelo menos nas três áreas onde provamos que os exames são efetivos: os cânceres de mama, de colo e cervical", finalizou a comissária.

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