Evolução da pandemia de gripe continua imprevisível, diz OMS

Diretor da organização afirma que casos isolados de mutação do vírus H1N1 ainda estão sendo estudados

Efe,

03 de dezembro de 2009 | 14h29

A evolução da pandemia de gripe A continua imprevisível, pois pode se transformar em um tipo de infecção leve ou, pelo contrário, ser mais perigosa, afirmou nesta quinta-feira, 3, o diretor adjunto da Organização Mundial da Saúde (OMS), Keiji Fukuda. Diante dos casos - ainda isolados - de mutação do vírus A (H1N1), Fukuda disse que, por enquanto, é impossível prever o que pode acontecer.

 

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O diretor da OMS afirmou que, em caso de mutação, "o vírus pode ser menos virulento, mas também há exemplos de vírus que começaram leves e depois se tornaram mais patógenos. Temos os dois tipos de exemplos". Fukuda disse que os países devem continuar cooperando para combater a atual pandemia. "Por enquanto, o organismo não tem planos para suspender ou diminuir o nível máximo de alerta sanitário que está em vigor desde junho em relação à gripe A."

 

Fukuda disse que a transmissão do vírus é alta no hemisfério norte, mas a situação muda de acordo com o país, enquanto, no hemisfério sul, o número de casos continua em baixa.

 

Em relação à porcentagem de pessoas infectadas, o especialista declarou que isso depende de diferentes fatores, como a idade. Nesse último caso, as crianças aparecem como um grupo especialmente vulnerável, principalmente quando estão reunidas em ambientes como escolas ou creches, com taxas que podem alcançar 30%, usando como referência a gripe sazonal, disse.

 

Sobre a campanha de vacinação, Fukuda disse que foram distribuídos 150 milhões de doses em cerca de 40 países, sem reações adversas inesperadas entre as pessoas imunizadas.

 

O diretor da OMS confirmou que foram verificados 96 casos no mundo de resistência ao antiviral oseltamivir, mas afirmou que este remédio continua efetivo contra a maior parte dos tipos de vírus detectados nesta pandemia.

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