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Ex-diretor do Inca morre aos 84 anos no Rio de Janeiro

Oncologista Marcos Fernando de Oliveira Moraes trabalhou no Instituto Nacional de Câncer entre 1990 e 98

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

04 de maio de 2020 | 23h04

RIO - O oncologista e ex-diretor geral do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Marcos Fernando de Oliveira Moraes, de 84 anos, morreu nesta segunda-feira, 4, na casa onde morava no Rio de Janeiro, vítima de "causas naturais", segundo a assessoria de imprensa. Ele deixa duas irmãs, dois filhos e dois netos, e será cremado na terça-feira, 5, no Crematório e Cemitério da Penitência, no Caju, zona portuária do Rio.

Nascido na cidade alagoana de Palmeira dos Índios, Moraes se mudou para o Rio de Janeiro para cursar o hoje Ensino Médio no Colégio Pedro II e, em 1963, concluiu a graduação na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), então Universidade do Distrito Federal.

Ele retornou à cidade natal para trabalhar no Hospital Regional Santa Rita e, após nova passagem pelo Rio de Janeiro, foi para a Universidade de Illinois, em Chicago, nos Estados Unidos, onde atuou no serviço de Oncologia Cirúrgica de 1975 a 1977.

Ao voltar ao Brasil, em 1978, tornou-se professor titular e chefe do departamento de cirurgia do Hospital Universitário Gama Filho. Em 1990, atendendo a um convite do governo federal, ajudou a elaborar o Programa Nacional de Controle de Câncer. Nesse mesmo ano, assumiu a direção geral do Instituto Nacional de Câncer, cargo que ocupou até 1998. Em 1991, junto com outros três médicos do Inca, criou a Fundação do Câncer.

Pelo frequente incentivo a campanhas de combate ao fumo, recebeu diploma da Organização Mundial de Saúde (OMS), em 1994. Ao longo da carreira, foi agraciado com diversos outros prêmios.

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