Petr David Josek/AP
Petr David Josek/AP

Exames no corpo de Tycho Brahe levarão meses, dizem cientistas

Brahe fez observações extremamente precisas dos movimentos de planetas e estrelas, no século XVI

Associated Press, AP

19 Novembro 2010 | 16h46

Pesquisadores que exumaram os restos mortais do astrônomo dinamarquês Tycho Brahe disseram que os exames que devem resolver o mistério de sua morte súbita devem consumir alguns meses.

 

Uma equipe internacional abriu a tumba de Brahe nesta semana, em Praga, onde o astrônomo estava sepultado desde 1601, e retiraram amostras do corpo.

 

O professor de arqueologia medieval Jens Vellev, da Universidade Asrhus da Dinamarca, disse que os cientistas não só serão capazes de reconstituir a aparência de Brahe, mas também de determinar detalhes de sua vida até anos antes da morte.

 

Ele disse que um pedaço de bigode de 8 centímetros deve permitir determinar "que tipo de remédios tomava nos últimos três meses de sua vida", enquanto que amostras de ossos podem oferecer informações sobre os últimos 15 anos de vida.

 

Brahe fez observações extremamente precisas dos movimentos de planetas e estrelas, que ajudaram Johannes Kepler a estabelecer as primeiras leis do movimento planetário. Mas sua morte, aos 54 anos, é misteriosa.

 

Acredita-se que Brahe tenha morrido de infecção da bexiga, mas exames recentes sugerem envenenamento por mercúrio como causa.

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