Exercício na menopausa pode reduzir risco de câncer de mama

Estudo ressaltou que o 'exercício entre moderado e vigoroso' que tem um efeito benéfico

Efe,

30 Setembro 2009 | 20h15

A prática de esportes durante a menopausa pode ser um fator decisivo na hora de reduzir o risco de câncer de mama, segundo uma pesquisa internacional publicada pela revista especializada em medicina BMC Cancer.  

 

O estudo constata que as mulheres que se mantêm em forma e ativas fisicamente nesse período são menos propensas a sofrer desse tipo de câncer, mas ressaltou que é o "exercício entre moderado e vigoroso" que tem um efeito benéfico.

 

A pesquisa indica que é necessário dedicar mais de sete horas por semana à prática de atividades como tênis, ciclismo, natação, musculação e caminhadas. Caso não seja possível, o estudo fala ainda nas próprias atividades diárias em casa.

 

São excluídos, porém, outros esportes com bola como futebol e basquete, tênis de mesa, a pesca, os passeios e a prática da jardinagem esporádica.

 

Estudos prévios já ligavam a atividade física à proteção contra o câncer de mama, mas este é o primeiro que detalha o tipo e a quantidade de exercício necessária.

 

Os pesquisadores, dirigidos por Tricia Peters do Instituto Nacional do Câncer de Bethesda (EUA), avaliaram 110 mil mulheres na menopausa e o exercício realizado em quatro períodos distintos de suas vidas: entre 15 e 8 anos, 19 e 29, 35 e 39, e nos últimos dez anos.

 

Depois, foi feito um acompanhamento durante seis anos e meio e se descobriu que as mulheres que fizeram na última década mais de sete horas de esporte "moderado e vigoroso" por semana tinham 16% menos de chances de ter câncer de mama.

 

Outra conclusão foi que o esporte moderado não tinha nenhum efeito e que antes da menopausa não se pode estabelecer um vínculo entre exercícios e câncer de mama, uma doença que afeta uma em cada nove mulheres no mundo desenvolvido.

 

Peters indicou que o exercício físico pode afetar os hormônios, de modo que ajudem a prevenir esse tipo de câncer.

 

"Nossa descoberta pode ajudar a estabelecer os mecanismos da relação entre a atividade física e o câncer de mama. Como esse câncer segue custando muitas vidas, toda a informação sobre medidas preventivas que conseguirmos será vital", afirmou.

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