Exército ajuda a prefeitura de Campinas no combate à dengue

Cem oficiais vão auxiliar no combate a uma nova epidemia na cidade; auxílio foi solicitado pelo prefeitoJonas Donizette (PSB), após a prefeitura perder 80 funcionários da saúde

Ricardo Brandt, O Estado de S. Paulo

05 de fevereiro de 2013 | 10h57

CAMPINAS - Cem oficiais do Exército começaram na manhã desta terça-feira, 5, os trabalhos de combate à dengue em Campinas, no interior de São Paulo. Os homens da 11ª Brigada de Infantaria Leve vão auxiliar a prefeitura nas ações preventivas contra a proliferação do mosquito Aedes aegypti para evitar uma nova epidemia da doença.

O auxílio do Exército foi solicitado pelo prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), após a prefeitura perder 80 funcionários da área de saúde, por causa da reprovação de um convênio municipal que mantinha os profissionais na rede.

Em janeiro, foram confirmados 52 casos da doença em Campinas e 321 estão em investigação. As ações do Exército começaram pelo Campo Belo, onde a Secretaria de Saúde identificou um foco de transmissão da doença.

Os militares estão visitando as casas, removendo possíveis criadouros do mosquito, colocando tela em caixas d'água e orientando os moradores. "Essa área foi identificada como local de transmissão. Boa parte dos demais casos são importados, são pessoas que viajaram, contraíram a doença e voltaram para Campinas", explica a coordenadora do Programa de Combate à Dengue, Tessa Roesler.

A Secretaria de Saúde está em alerta com a dengue não só por causa do período do ano, mas também por causa da presença de um novo tipo da doença, mais grave para a saúde. Apesar dos números da dengue terem apresentado queda em 2012, há a preocupação de uma nova epidemia como a registrada em 2011, quando 3,1 mil casos foram notificados (segunda pior epidemia da cidade). No ano passado, esse número caiu para 967.

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