AP Photo/Silvia Izquierdo
AP Photo/Silvia Izquierdo

Exército contra 'Aedes' é maior que força para combater as Farc

Presença dos soldados ajudou a facilitar a inspeção sanitária, segundo avaliação de oficial envolvido no planejamento

Roberto Godoy, O Estado de S.Paulo

17 Fevereiro 2016 | 03h00

O exército da guerra ao mosquito Aedes aegypti tem 220 mil soldados - 40 mil a mais que a maior força já mobilizada na Colômbia para combater a guerrilha das Farc. A ação combinada desse grande contingente com as equipes técnicas civis funcionou: ao menos nos primeiros três dias a presença dos militares ajudou a abrir portas e facilitar a inspeção sanitária, avaliava nesta terça-feira, 16, um oficial envolvido no Estado Maior do planejamento da operação. Os times foram orientados a manter uma atitude cordial, porém firme, “e a passar uma imagem de solidez” à população, principalmente na periferia das maiores cidades.

De acordo com a orientação do governo, a recusa à entrada registrada no fim de semana em 15 mil dos 2,8 milhões de imóveis visitados foi respeitada. Não houve nenhum confronto - mas os prédios foram cadastrados para receber uma eventual volta dos times cobertos por mandatos judiciais. A partir de agora, os grupos passarão a aplicar produtos para erradicação das larvas e a eliminação dos focos de proliferação - exatamente como acontece nas operações essencialmente militares, definidas como sendo de localização, extração e destruição do inimigo.

Boa parte dos militares já havia passado por treinamento em agências municipais de saúde e participado de mutirões pontuais, antes mesmo do lançamento da campanha federal. Outros são veteranos de missões semelhantes realizadas no Haiti e nas favelas do Rio, em condições muito mais críticas. “A tropa que está nas ruas tem experiência em zonas de risco, e também em obter a colaboração das pessoas, em convencê-las de que a presença das equipes não invade a privacidade de suas vidas”, disse o oficial ouvido pelo Estado.

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