Evelson de Freitas/AE
Evelson de Freitas/AE

Expectativa de vida pode aumentar 3 anos com 15 minutos diários de exercício

Pesquisa contou com mais de 400.000 participantes que foram acompanhados durante uma média de oito anos

Efe

16 Agosto 2011 | 07h53

MADRI - Quinze minutos diários de atividade física reduzem o risco de morte em 14% e aumentam a expectativa de vida em três anos, segundo um estudo realizado em Taiwan.

 

A pesquisa, publicada nesta segunda-feira na internet pela revista The Lancet, contou com mais de 400.000 participantes que foram acompanhados durante uma média de oito anos, entre 1996 e 2008. Sua finalidade era averiguar se a duração dos exercícios menor que os 150 minutos semanais recomendados ainda poderia ser benéfica para a saúde.

 

A conclusão dos autores foi que se os indivíduos sedentários praticassem um pouco de atividade física diariamente "diminuiria uma de cada seis mortes". A pesquisa foi liderada pelos médicos Chi-Pang Wen, do Instituto Nacional de Pesquisa da Saúde de Taiwan, e Jackson Pui Man Wai, da Universidade Nacional do Esporte de Taiwan.

 

Os pesquisadores dividiram os participantes em cinco categorias segundo ao nível de exercícios praticados: inativos ou de atividade baixa, média, alta ou muito alta.

 

Comparados com os inativos, os pertencentes ao grupo de baixa atividade, que se exercitavam uma média de 92 minutos por semana - 15 minutos diários - apresentaram um risco de mortalidade por qualquer causa 14% menor, um risco de mortalidade por câncer 10% menor e em média uma expectativa de vida de três anos mais, segundo o estudo.

 

E por cada 15 minutos diários adicionais de exercício o risco de morte reduziu 4% e o de morrer de um câncer 1%, independentemente da idade, do sexo ou de quem tivesse problemas cardiovasculares.

 

"Saber que apenas 15 minutos diários de exercício pode reduzir substancialmente o risco de um indivíduo de morrer pode motivar mais pessoas a praticar uma pequena quantidade de atividade física em suas vidas", assinalaram em um comentário adjunto os médicos canadenses Anil Nigam e Martin Juneau, do Instituto do Coração de Montreal e da Universidade de Montreal.

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