Exposição a infecções maternas aumenta risco de epilepsia

Estudo mostra ligação entre infecções, como candidíase e cistite, durante gradidez e a incidência de epilepsia

Reuters

09 de maio de 2008 | 15h00

A exposição a certas infecções maternas no útero aumenta as chances de epilepsia na infância, de acordo com a análise de dados de um estudo dinamarquês. Entre as infecções citadas estavam a cistite (inflamação de bexiga), pielonefrite (inflamação dos rins e do trato urinário superior), e candidíase.  O estudo, publicado na edição de maio do jornal Pediatrics, envolveu 90.619 crianças nascidas entre setembro de 1997 e junho de 2003 e foram acompanhadas até dezembro de 2005.  O pesquisador chefe Dr. Yuelian Sun, da Universidade de Aarhus na Dinamarca, e seus colegas identificaram 646 crianças diagnosticadas com epilepsia durante os até oito anos de acompanhamento.  Informações sobre infecções maternas foram obtidas via entrevistas telefônicas durante a gravidez. Das condições maternas avaliadas, cistite, pielonefrite, diarréia, tosses durando mais de uma semana e candidíase estavam todos ligados à epilepsia.  Os riscos relativos foram de 1.23 para diarréia a 2.56 para candidíase em crianças prematuras (a candidíase não aumentou o risco em crianças não prematuras). Exposição pré-natal à tosse aumentou o risco de epilepsia apenas durante o primeiro ano de vida.  Por contraste, herpes genital, verrugas venéreas e herpes não aumentaram significativamente as chances de epilepsia, disseram os cientistas.  Eles dizem que estudos de longo prazo baseados em marcadores biológicos válidos de infecção ajudariam a esclarecer a associação entre infecções maternas e risco de epilepsia.

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