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Exposição audiovisual marca 150 anos do médico Emílio Ribas

Atuação do sanitarista teve impacto na erradicação de epidemias e endemias de peste bubônica e varíola, além de outras doenças

Estadão.com.br,

24 de abril de 2012 | 14h35

O Instituto de Infectologia Emílio Ribas, unidade da Secretaria de Estado da Saúde referência no tratamento de doenças infectocontagiosas, na capital paulista, celebra o mês do sesquicentenário do médico sanitarista Emílio Ribas, que dá nome ao hospital. Para ressaltar a data, foi montada uma exposição audiovisual em homenagem ao patrono da saúde pública do Estado de São Paulo.

A mostra, com entrada gratuita, poderá ser visitada de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h, até o dia 11 de maio na Casa Rosada, local tombado pelo patrimônio histórico onde funciona atualmente a diretoria do Emílio Ribas (avenida Doutor Arnaldo, 165, Cerqueira César, zona oeste).

Conhecido como revolucionário, o médico Emílio Marcondes Ribas, nasceu em Pindamonhangaba, interior de São Paulo. Sua atuação teve impacto na erradicação de epidemias e endemias de peste bubônica e varíola, além de outras doenças que acometeram a população no final dos séculos XIX e início do século XX.

No cenário da saúde pública, Emílio Ribas também foi responsável pela implantação de importantes serviços como o Instituto Butantan, além de realizar reorganização do Serviço Sanitário, do Desinfectório Central, do Hospital de Isolamento (hoje Instituto Emílio Ribas), dos Laboratórios de Análises Clinicas e Bromatológicas, da Seção de Engenharia Sanitária, entre outros departamentos de saúde existentes na época.

A exposição a ser aberta ao público consiste na exibição de um documentário divido em seis filmes, que abordam momentos marcantes na história do médico. Os vídeos estarão instalados junto a painéis com fotos históricas que retratam registros dos primórdios da saúde pública do Estado de São Paulo.

No destaque da exposição, estará a experiência da febre amarela, quando o médico sanitarista deixou-se picar pelo mosquito infectado, provando que a doença não era transmitida por meio do contato direto com os doentes, contrariando a opinião médica da época.

O primeiro filme vai exaltar a origem e a cidade natal do médico, seus pais e sua infância. Os demais filmes documentarão a experiência do médico no enfrentamento de doenças como febre amarela, peste bubônica, tuberculose, hanseníase e varíola. O documentário conta com a participação de profissionais infectologistas e pesquisadores renomados da área como Arary da Cruz Tiriba e os infectologistas Marcus Vinícius Silva e Tuba Milstein Kuschnaroff.

Livro. Preocupado em perpetuar os grandes feitos do sanitarista Emílio Ribas, o autor Lélis Nogueira lança livro biográfico que conta a trajetória de luta do paulista que mudou os rumos da saúde publica do Brasil. A narração consiste na contextualização do cenário da medicina do último século e do espírito revolucionário de alguém que ia contra a opinião científica, alcançando a cura para diversas doenças.

Em um dos trechos, Lélis explica o embate heroico do profissional que na cidade de Jaú precisou enfrentar a fúria de populares que queriam invadir o hospital para retirar os pacientes do isolamento. Na época, além de desacreditarem na cura dos enfermos, entendiam que os familiares mereciam morrer em suas próprias residências, próximo aos familiares. Emílio Ribas entendia que desta forma a doença só se multiplicaria, e estrategicamente organizou uma ação armando prisioneiros contra esse grupo de pessoas e ainda conseguiu convencer os detentos a voltar para o presídio.

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