Fabricante de anticoncepcional interditado cria 0800

O Estado de São Paulo interditou três lotes do Contracep, que têm pouco hormônio e baixa eficácia

09 de novembro de 2007 | 16h40

O laboratório EMS Sigma-Pharma, fabricante do anticoncepcional injetável Contracep, que teve três lotes interditados pelo Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo, por conter dosagem insuficiente de hormônio,  comunica que vai veicular anúncios publicitários sobre o problema. A empresa disponibilizou o telefone 0800-707-6684 para tirar dúvidas. O número deverá funcionar de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. O CVS interditou, na quinta-feira, 8, os lotes 080501-1, 080496-1 e 087359-1 do produto. Esses lotes foram distribuídos nacionalmente, e o CVS estima que 200 mil mulheres do País podem estar usando remédios dos lotes interditados. O contraceptivo havia sido adquirirto pelo governo paulista para distribuição em unidades de saúde pública, que já haviam dispensado 27,5 mil doses do medicamento ineficaz, principalmente no interior e litoral do Estado.   O Contracep proibido era vendido em uma ampola, injetado no organismo da mulher, com a garantia de proteção à gravidez por três meses. Em agosto deste ano, após vencer o pregão, a EMS-Sigma Pharma passou a vender os anticoncepcionais ao governo do Estado, que entregava às prefeituras. Segundo o ginecologista e professor da Unifesp, Wagner José Gonçalves, a mulher que consumiu o Contracep em dosagem abaixo da exigida não corre outros riscos além do de engravidar. "O único efeito é mesmo a falta de efeito."   A orientação do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) é de que as mulheres que usam o Contracep entrem em contato com o fabricante para informar quando compraram o produto e o número do lote. No caso de uma gestação, a empresa é obrigada a arcar com pré-natal, pensão alimentícia e assistência médica para a criança, até a maioridade.    Para as mulheres que receberam uma dose do anticoncepcional há mais de quatro semanas e que estejam com ciclo menstrual em atraso, a orientação da secretaria de Saúde de São Paulo é que façam o teste de gravidez e passem a usar preservativos até o resultado do exame.   Para todas as mulheres que receberam a dose há menos de quatro semanas, a orientação é para que utilizem preservativo ou qualquer método anticoncepcional para o qual não haja contra-indicação, incluindo nova dose do anticoncepcional injetável.

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