Fabricante do Botox contesta pesquisa de instituto italiano

Allergan considera inconclusivo estudo que sugere que a toxina pode se infiltrar no sistema neurológico

da Redação,

03 de abril de 2008 | 15h10

A Allergan, fabricante do Botox, contestou os resultados da pesquisa do Instituto de Neurociência da Itália, em Pisa, que constatou que a toxina botulínica, usada como um cosmético no tratamento anti-rugas, pode se infiltrar no sistema nervoso alguns dias após sua aplicação na superfície da pele.  O laboratório questionou diversos pontos da pesquisa - como o uso de cobaias e não de seres humanos nos testes e de um preparado próprio da toxina, e não da marca Botox - considerando os resultados do trabalho inconclusivos. O estudo foi publicado pela revista científica The Journal of Neuroscience e divulgado pela New Scientist e afirmou ter encontrado o mecanismo através do qual a toxina botulínica tipo A (princípio ativo do Botox, aprovado para uso cosmético no Brasil desde 2000 e para uso terapêutico desde 1992) entrava no sistema neurológico, gerando dúvidas sobre a segurança do uso da droga.  

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