Faculdades nos EUA querem reduzir idade para beber álcool

O movimento, chamado Iniciativa Ametista, pretende diminuir os comportamentos perigosos nos câmpus

AP

18 de agosto de 2008 | 18h49

Diretores de faculdades de cerca de 100 das mais conhecidas universidades dos Estados Unidos, incluindo Duke, Dartmouth e Ohio State, estão pedindo aos legisladores considerar diminuir a idade mínima para o consumo de bebidas alcoólicas de 21 para 18 anos, dizendo que as leis atuais encorajam comportamentos perigosos no câmpus.  O movimento, chamado Iniciativa Ametista, começou recrutando diretores há mais de um ano, para estimular um debate nacional sobre o assunto.  "Essa é uma lei ilusória", disse John McCardell, que começou a organização. "É uma lei que as pessoas acreditam ser injusta e discriminatória." Outras escolas importantes no grupo incluem Syracuse, Tufts, Colgate, Kenyon e Morehouse. Mas mesmo antes dos diretores começarem a fase pública de seus esforços, que pode até incluir propagandas em jornais, eles já enfrentavam fortes críticas.  A associação das Mães contra Bêbados na Direção diz que diminuir o limite de idade para consumo de bebidas alcoólicas poderia levar a mais acidentes fatais. Elas acusam os diretores de representaram mal a ciência e de procurarem uma saída fácil para o problema.  Ambos os lados acreditam que os excessos dos universitários são um problema. Pesquisas revelaram que mais de 40% dos estudantes apresentam pelo menos um sintoma de abuso do álcool ou dependência. Outro estudo estima que mais de 500 mil estudantes de cursos em tempo integral sofram ferimentos relacionados à bebida. Moana Jagasia, da unidade da Universidade de Duke na Malásia, onde a idade mínima para bebidas é menor, diz que diminuí-la de 21 pra 18 pode ajudar. "Não há muita diferença de maturidade entre 21 e 18 anos", disse. "Se a idade é menor, você não enlouquece quando chega ao câmpus." O grupo de McCardell tira seu nome da Grécia Antiga, onde acreditava-se que a pedra preciosa roxa ametista afastava o alcoolismo se colocada em jarras. Ele diz que estudantes universitários sempre vão beber, mas o fazem de maneira mais perigosa quando a atividade é ilegal.

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