Amanda Perobelli/Reuters
Amanda Perobelli/Reuters

Falsa vacina contra o coronavírus é vendida em Niterói

Até o momento, nenhuma vacina contra a covid-19 está autorizada a ser vendida no Brasil; imunizantes estão em fase de testes

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

12 de outubro de 2020 | 22h15

RIO - Uma falsa vacina contra a covid-19 está sendo vendida por uma empresa sediada em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, segundo denúncia recebida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A agência reguladora alerta que não há nenhuma vacina contra a doença autorizada a ser utilizada no Brasil no momento. Por isso, ninguém deve comprar ou usar nenhuma suposta vacina anunciada como capaz de proteger contra a covid-19.

Conforme a denúncia apresentada à Anvisa, essa falsa vacina contra o coronavírus é anunciada como tendo sido desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca. Realmente existe uma vacina em desenvolvimento pela universidade e essa empresa, mas ela ainda está em fase de testes e não pode ser vendida. Voluntários estão recebendo doses da vacina de forma controlada. “Existem no Brasil vacinas contra a covid-19 exclusivamente para uso em estudos clínicos. Não há permissão para comercialização e distribuição dessas vacinas”, esclarece a Anvisa, em nota.

Segundo a agência reguladora, a denúncia foi feita em 25 de setembro e, no mesmo dia, houve avaliação e encaminhamento formal para a Direção Geral da Polícia Federal (PF). Na última quinta-feira, 8, a PF cumpriu ordens de busca e apreensão em uma empresa hospitalar no centro de Niterói, para tentar avançar na investigação do caso. Segundo a PF, as condutas apuradas podem se enquadrar em dois artigos do Código Pena: 273 (falsificar, corromper, adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais, com pena de 10 a 15 anos de prisão) ou 171 (obter, para si ou para outra pessoa, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento, com pena de um a cinco anos de prisão).

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