Prefeitura de São Roque/Divulgação
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Falsos médicos têm prisão preventiva decretada

Vilka de Souza Nobre e Jaime Ricardo Chumacero fazem parte de um grupo de seis profissionais acusados de falsidade ideológica e exercício ilegal da medicina

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

24 Julho 2015 | 18h32

SOROCABA - A Justiça decretou a prisão preventiva de Vilka de Souza Nobre e Jaime Ricardo Chumacero Cabezas Junior, supostos falsos médicos que atuavam em unidades de saúde da região de Sorocaba. Os dois fazem parte de um grupo de seis profissionais acusados de falsidade ideológica e exercício ilegal da Medicina. O encerramento da primeira fase das investigações foi anunciado nesta sexta-feira, 24, pela Polícia Civil de Sorocaba.

Dois dos acusados - Pablo do Nascimento Mussolin e Natani Thaisse de Oliveira - estão presos. Cabezas e Vilka passam agora a serem considerados foragidos e são procurados pela polícia. Cabezas é formado em Medicina na Bolívia e chegou a prestar o Revalida, o exame nacional de revalidação de diplomas médicos, no Estado de Mato Grosso, mas não foi aprovado. Vilka também alegou ter formação no exterior, mas não aparece nas listas de candidatos ao Revalida.

A polícia apurou a atuação de outros dois falsos médicos em unidades de saúde de Alumínio, Mairinque e São Roque, na região de Sorocaba, mas eles não tiveram os nomes divulgados - um deles já morreu, segundo a polícia. Também são investigadas três empresas de serviços médicos que contrataram os falsos profissionais. No total, eles podem ter atendido a mais de dois mil pacientes. Os 60 atestados de óbito assinados pelos falsos médicos estão sendo revistos.

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