Enrique Castro-Mendivil/Reuters
Enrique Castro-Mendivil/Reuters

Falta de diagnóstico é principal problema na prevenção de tuberculose

OMS baseia campanha do Dia Mundial do Combate à doença pulmonar no tratamento infantil

Efe

21 de março de 2012 | 10h07

GENEBRA - A falta de diagnósticos entre a população menor de idade é um problema crucial para a prevenção da tuberculose, avaliou nesta quarta-feira, 21, a Organização Mundial da Saúde (OMS), às vésperas do Dia Internacional do Combate à doença pulmonar.

 

Cada ano, ao menos meio milhão de crianças no mundo todo contraem a tuberculose e, destas, 70 mil morrem, de acordo com os dados fornecidos para a OMS, que quer chamar a atenção para a doença, prevenida e curada de forma fácil e barata. No próximo dia 24, o órgão baseará sua campanha no tratamento de menores, que sofrem com as negligências médicas em torno da enfermidade.

 

"Os sintomas nas crianças não são tão óbvios como nos adultos, às vezes elas nem sequer apresentam tosse, apenas deixam de brincar e ficam de cama. Isso contribui para que na maioria dos casos a tuberculose não seja diagnosticada", disse Malgosia Grzemska, coordenadora do departamento de combate à tuberculose da OMS.

 

A falta de diagnósticos pode permitir que a doença se desenvolva até seus estágios mais fortes e chegue a causar paralisia e até a morte. Segundo a OMS, 200 crianças morrem a cada dia em decorrência da tuberculose.

 

A agência propõe um programa de maior informação e conscientização tanto para a população quando para os profissionais da área de saúde, além de mais pesquisas para o desenvolvimento de uma técnica fácil para a detecção dos sintomas. Sobre o tratamento, Grzemska explicou que ele existe e é barato, embora seja "pouco adaptado às crianças, já que é feito a base de comprimidos grandes e de difícil ingestão infantil".

 

De acordo com a OMS, o tratamento preventivo custa menos de US$ 3 por dia e dura apenas 3 dias. Em caso de contração da doença, o tratamento custa US$ 0,50 por dia durante seis meses. A vacina, explica a agência, é amplamente utilizada, mas não evita a disseminação de algumas formas mais graves e resistentes da tuberculose.

 

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