Falta de documentação leva governo a fechar 144 planos de saúde

Cento e quarenta a quatro operadoras de planos de saúde tiveram o registro de funcionamento suspenso pela Agência Nacional de Vigilância Suplementar (ANS). As operadoras não enviaram documentos de regularização no prazo definido pelo órgão, encerrado em 23 de dezembro. Agora, as empresas terão de vender para outras operadoras suas carteiras de associados. Se não conseguirem, a própria ANS fará a transferência dos clientes, por meio de um edital de convocação. Esse é o primeiro resultado do processo iniciado pela ANS para regularizar o funcionamento das operadoras. Ao contrário dessas 144 empresas, outras 1.500 mandaram os dados na data prevista. Cerca de 40%, porém, não comprovou ter reserva técnica necessária (recursos financeiros a serem usados como garantia). "Isso não significa que as 600 empresas terão os dados reprovados. O problema ainda pode ser resolvido", afirmou o diretor de normas da ANS, Alfredo Cardoso. Atendimento As operadoras têm de prestar atendimento até a venda ou transferência da carteira de clientes. Cardoso acredita que não será difícil encontrar operadoras interessadas em assumir essas carteiras. "Nunca ninguém ficou sem assistência", garantiu. Só não há como garantir a manutenção do valor das mensalidades. "Quem estiver internado ou com cirurgia marcada deve continuar sendo atendido, sem nenhuma alteração", esclarece a supervisora do Procon, Renata Molina. Segundo ela, a empresa que comprar carteiras de clientes deve manter, por exemplo, os prazos de carência. "A maior mudança é na rede credenciada." A ANS não sabe quantas pessoas são atendidas pelas 144 prestadoras. A maioria é de São Paulo, onde ficam 40 das operadoras. Quem não for atendido normalmente pelos planos pode ligar para 0800-701-9656. A lista das operadoras canceladas está em www.ans.gov.br.

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