Falta de trechos de DNA ligada ao risco de esquizofrenia

Cientistas dizem que o estudo das anomalias genéticas poderá ajudar a descobrir novos medicamentos

AP,

30 de julho de 2008 | 16h20

Dois novos estudos internacionais mostram que pessoas que não contam com certas porções de DNA correm um risco elevado de desenvolver esquizofrenia, uma descoberta que poderá abrir novas portas para a compreensão e diagnóstico da doença.   Essas chamadas deleções de DNA são raras, cada uma aparecendo em menos de 1% dos pacientes de esquizofrenia. Mas cada uma eleva o risco da doença em até 15 vezes, diz uma estimativa.   Cientistas dizem que o estudo das anomalias genéticas poderá ajudar a descobrir novos medicamentos, ao lançar luz nas causas da doença. E se um dia a ciência vier a conhecer um número grande o suficiente de aberrações raras,  elas poderão ser combinadas num exame que ajudará no diagnóstico, disse o principal executivo da empresa islandesa  deCode Genetics,  Kari Stefansson, autor de um dos estudos, apresentados na revista Nature.   A esquizofrenia é, hoje, diagnosticada pelos sintomas.   O DNA humano pode ser visualizado como uma seqüência muito longa de letras, cerca de 3 bilhões. Cada deleção identificada nesses estudos remove de meio milhão a dois milhões de letras.   Cientistas já haviam encontrado genes e deleções ligados à doença, mas o novo trabalho é notável porque dois estudos em larga escala chegaram, de forma independente, às duas mesmas deleções, que têm um grande impacto no risco da doença.  O artigo de Stefansson também identifica uma terceira deleção.

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