Falta de vitamina D amplia nível de morte por câncer de mama

Segundo estudo, 94% de mulheres com baixo nível da vitamina teve doença estendida à outra parte do corpo

Efe,

16 de maio de 2008 | 16h50

Os níveis de vitamina D e a mortalidade dos cânceres de mama entre mulheres estão diretamente relacionados, segundo um estudo canadense divulgado nesta sexta-feira, 16, pela Sociedade Americana de Oncologia Clínica.   Segundo a pesquisa, as mulheres diagnosticadas com câncer de mama e com baixos níveis de vitamina D têm o dobro de possibilidades de que a doença se estenda por seu corpo, e 73% mais probabilidades de morrer de câncer, que as mulheres com elevadas quantidades da vitamina.   Nos países mais ao norte do planeta - como o Canadá - a insuficiência de vitamina D é endêmica devido às poucas horas de sol durante os longos invernos da região. A falta de sol impede que o corpo produza de forma natural a vitamina através do contato de raios ultravioleta com a pele.   Os dados colhidos pelos cientistas canadenses dizem que apenas uma em cada quatro mulheres no país tem as quantidades adequadas da vitamina. Por idade, as mulheres mais jovens são as que menos níveis têm, porque não consomem suplementos vitamínicos na mesma quantidade que as mulheres mais adultas.   O estudo foi realizado em hospitais de Toronto e os autores o fizeram durante mais de uma década com 512 mulheres diagnosticadas com câncer de mama entre 1989 e 1995. Todas as pacientes foram diagnosticadas com câncer em seus períodos iniciais, concentrados nos seios, e com uma idade média de 50 anos.   O grupo de mulheres com a menor taxa de mortalidade contou com níveis de uma forma de vitamina D de entre 80 e 120 nanomols por litro. O mol é o peso molecular de uma substância expressada em gramas. Um nanomol é a mil milionésima parte de um mol. O estudo assinalou que a média de conteúdo de vitamina D entre as mulheres analisadas era de 58 nanomols por litro.   As mulheres com baixos níveis de vitamina D tiveram 94% mais probabilidades de o câncer se estender pelo corpo dez anos depois do diagnóstico. Uma década depois da detecção do câncer de mama 85% das mulheres com níveis suficientes de vitamina D sobreviveram.

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