Falta muito ainda para vacina contra aids, diz pesquisadora da doença

Françoise Barre-Sinoussi, que é uma das descobridoras do vírus, participa da abertura da 18ª Conferência sobre a Aids que acontece em Viena neste domingo, 18

EFE

18 Julho 2010 | 11h02

Festa pela vida. Na noite deste sábado,17, foi realizada a celebração de gala contra a aids, o Baile pela Vida, com a presença de estudiosos da área e pessoas famosas que apoiam a causa.

 

 

 

VIENA - Apesar dos avanços obtidos, falta ainda um longo caminho para se conseguir uma vacina contra a aids, manifestou a Prêmio Nobel de Medicina francesa Françoise Barre-Sinoussi, uma das descobridoras do vírus HIV.

 

Na abertura neste domingo, 18, da 18ª Conferência sobre a Aids em Viena, Barre-Sinoussi disse à "Agência APA" que a pesquisa sobre uma vacina profilática não foi um fracasso total, pois é uma forma de acumular informações.

 

Ela advertiu que, entre outras incógnitas, "nem sequer se sabe qual resposta imunológica causaria uma vacina para prevenir o contágio".

 

 

Veja também:

Grupo estima que gasto anual de combate à Aids pode chegar a US$35 bi

 

 

Barre-Sinoussi rejeitou o conceito de "cura" em relação a este vírus. Segundo ela, já é possível um soropositivo viver com a infecção sem ter de ser constantemente medicado.

 

Até o dia 23 de julho, cerca de 25 mil pessoas - entre cientistas, ativistas, voluntários e médicos - participarão do encontro em Viena para discutir formas de tratamento e prevenção da aids, uma doença que afeta hoje 33 milhões de pessoas no mundo.

 

Na noite deste sábado,17, foi realizada a celebração de gala contra a aids, chamado 'Baile pela Vida', com a presença de muitos outros estudiosos da área e também pessoas famosas que apoiam a causa.

 

 

Tratamentos contra a aids também previnem o contágio

 

Os tratamentos contra a aids parecem ter um benefício adicional: prevenir a propagação do vírus. De acordo com uma nova pesquisa, eles diminuem o risco dos pacientes de infectar os outros.

 

Houve queda no número de casos de HIV em algumas regiões do Canadá depois que mais pessoas passaram a tomar os medicamentos que diminuem a presença do vírus no organismo e também as possibilidades de contágio, informa o estudo.

 

Para cada 100 pessoas com aids que começaram a consumir os remédios, caíram em 3% os casos de novas infecções na região de Colúmbia Britânica, onde se conduziu a pesquisa. Desde 1996, os casos já diminuíram pela metade - o que coincide com um aumento dos pacientes atendidos.

 

"Enquanto mais pessoas se dispuserem ao tratamento, menos contágio haverá", disse o doutor Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos.

 

A queda no no número de casos novos no Canadá  "provavelmente não se poderá explicar com mais nada", afirmou.

 

O governo norte-americano financiou parte do estudo. Os resultados foram publicados neste domingo, 18, no site da revista médica británica 'Lancet' e foram apresentados na 18ª Conferência sobre a Aids, em Viena.

 

As conclusões da pesquisa sugerem que a política canadense de oferecer tratamento gratuito para a aids trazem um duplo benefício: para os pacientes e para a saúde pública em geral.

 

Especialistas disseram que esses resultados deveriam motivar um maior esforço em diagnosticar e tratar as pessoas doentes nos Estados Unidos, aumentando assim o investimento em fundos que cubram aqueles não estão recebendo cuidados médicos atualmente.

 

20% dos cerca de 1,1 milhão de americanos infectados não sabem que têm o vírus.

 

Mais conteúdo sobre:
Aids saúde Françoise Barre-Sinoussi

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.