Falta orientação de médicos aos fumantes, aponta pesquisa do Inca

Estudo revela que só 57% dos profissionais de saúde aconselham pacientes a deixar o cigarro

Agência Estado

31 de agosto de 2010 | 16h34

SÃO PAULO - Um ótimo empurrãozinho para reduzir mais o número de fumantes entre a população brasileira, segundo os especialistas na área, é o aconselhamento médico. De acordo com a pesquisa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) divulgada na última segunda-feira, apenas 57% dos profissionais de saúde aconselham os pacientes a deixar de fumar.

"Precisa haver uma conscientização dos médicos de todas as especialidades para que abordem o tema nas consultas", afirma a presidente da comissão de tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, Irma de Godoy. "O aconselhamento médico é mais importante que muitas outras medidas, pois o tratamento [para parar de fumar] nem sempre precisa de médico. Um bom aconselhamento durante alguns meses pode ser o suficiente", acredita.

Ainda segundo a pesquisa do Inca, 10,4% dos fumantes são jovens de 15 a 24 anos. Desses, 21,5% têm dependência severa. Outra constatação do estudo é que o número de fumantes do sexo feminino que começa a fumar antes dos 15 anos é 22% maior em relação aos homens - o que vale para todas as regiões do País.

Na visão dos médicos, uma medida que poderia inibir o consumo do tabaco entre os mais jovens é o aumento do custo do produto. "O melhor seria subir o preço do cigarro. Ele ainda é relativamente barato", afirma a coordenadora do Grupo de Apoio ao Tabagista do Hospital A. C. Camargo, Célia Lídia da Costa.

"O aumento do preço do cigarro seria uma alternativa, mas existe o contrabando e a falsificação. Só aumentar o preço não adiantaria nada sem que houvesse um combate eficiente à ilegalidade", avalia Hakaru Tadokoro, oncologista clínico da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). As informações são do Jornal da Tarde.

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