Faltam farmacêuticos para lidar com fitoterápicos

Apesar do uso crescente de fitoterápicos no País, já permitidos para tratamentos oferecidos no Sistema Único de Saúde (SUS), há escassez de recursos humanos para trabalhar na produção e nos estudos de eficácia e segurança das plantas medicinais. Segundo o Conselho Federal de Farmácia (CFF), dos 100 mil profissionais atuantes hoje no País, só 3% têm conhecimento especializado. Com isso, apesar da biodiversidade brasileira, a indústria farmacêutica ainda depende de plantas importadas para a fabricação de medicamentos. Presidente do CFF, Jaldo de Souza Santos pede mais apoio governamental para capacitação. "O farmacêutico pode atuar na área, mas como tem uma formação generalista, deve se especializar, pois muitas das plantas medicinais são desconhecidas." Professor do Departamento de Tecnologia Farmacêutica e Cosméticos da Universidade Federal Fluminense, Leandro Machado Rocha observa que a falta de recursos humanos é um problema que atinge também outros profissionais envolvidos com a produção de fitoterápicos, como os agrônomos, que atuam na etapa de plantio. Ele destaca que a demanda deve aumentar, em razão da portaria 971, assinada em maio, autorizando terapias alternativas no SUS, e do decreto 5.813, publicado em junho, instituindo a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicas.

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