Família de criança que morreu com gripe suína tem suspeitos

Três primos da menina de 11 anos que morreu e a avó dela, de 75 anos, apresentaram sintomas de gripe

Fabiane Leite e Felipe Branco Cruz, do Jornal da Tarde,

11 Julho 2009 | 14h12

A Vigilância Epidemiológica de Osasco (na Grande São Paulo) investiga outros quatro casos suspeitos de gripe suína na família da criança que morreu pela doença no último dia 30 de junho. Todos estão bem.

 

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Segundo Carmecy Lopes de Almeida, coordenadora da vigilância, três primos da menina de 11 anos que morreu e a avó dela, de 75 anos, apresentaram sintomas de gripe. Apenas a avó, em razão da idade, já está recebendo tratamento em domicílio. Protocolo do Ministério da Saúde reserva o tratamento com antivirais a pacientes graves ou mais suscetíveis à doença, como idosos.

 

Ainda segundo Carmecy, ainda não há pistas sobre onde a criança poderia ter se contaminado. Também os pais da menina de 11 anos que morreu, o irmão de 7 anos e uma outra criança amiga da família foram contaminados. Eles estão bem.

 

Caso se confirme que os registros não têm relação com pacientes que vieram contaminados do exterior, o País pode ter a primeira evidência de circulação livre do vírus em seu território.

 

A vigilância também corrigiu neste sábado, 11, informação dada pela Secretaria de Estado da Saúde, de que a criança teria estado duas vezes antes no serviço de saúde onde morreu, o Hospital sino-brasileiro.

 

De acordo com Carmecy, a mãe tentou cuidar da menina em casa, administrando um anti febril, e só quando o quadro se agravou, na manhã do dia 30, foi para a unidade.

 

Vizinhos da família continuavam a reclamar sobre suposta falta de informações da vigilância. Zilma Santos, de 40 anos, vizinha de frente da família, disse que chegou a hospedar o irmão da menina que morreu com gripe e que também foi contaminado pela doença. "Fomos ao hospital Emílio Ribas preocupados, porque hospedamos a criança", disse Zilma. Outra vizinha,Eliana Sancho, de 41 anos, também relatou a ausência de informações.

 

Procedimentos

 

De acordo com Carmecy, os protocolos do ministério não preveem visitas casa a casa após a confirmação de um caso em uma região. A vigilância deve buscar apenas os contatos próximos, o que está sendo feito, disse a técnica. Todos os alunos da classe da menina estão sendo monitorados, além dos colegas do transporte escolar e da escola de inglês.

 

Segundo Carmecy, as análises posteriores feitas com amostras colhida do corpo da vítima não apontaram ainda evidência de qualquer outra doença associada. A principal hipótese é de que a gripe tenha afetado o sistema imunológico e favorecido uma septicemia (infecção generalizada) pela bactéria pneumococo, que foi encontrada no sangue da criança nos exames pós morte.

 

Até agora foram computados 1.027 casos no Brasil, com duas mortes, uma taxa de letalidade de 0,19%, abaixo da média mundial de 0,45% e o ministério destaca que não há motivo para pânico.

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