Farmanguinhos deve ampliar em 140% produção de remédios

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fundação Oswaldo Cruz inaugurou ontem área de fabricação de medicamentos que vai permitir aumentar a produção de 350 milhões para 850 milhões de comprimidos por mês. A nova planta de produção, de 752 metros quadrados, faz com que a instituição se torne o principal fornecedor do Sistema Único de Saúde (SUS) de medicamentos para hipertensão, diabete, tuberculose e parasitoses, comemorou Paulo Buss, presidente da Fiocruz. A inauguração abriu as comemorações pelos 30 anos de Farmanguinhos. Ontem também foi assinado acordo de cooperação com a Ucrânia, que permitirá a produção de insulina humana recombinante em três anos - o hormônio artificial necessário a diabéticos ainda não é fabricado no País. O diretor de Farmanguinhos, Eduardo Costa, também anunciou o requerimento de registro à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de novo remédio para malária, desenvolvido em conjunto com a Iniciativa de Medicamentos para Doenças Negligenciadas, instituição sem fins lucrativos que pesquisa remédios que não interessam a laboratórios comerciais. ?A produção em larga escala permitirá produzir com custo menor e melhor qualidade. A quantidade que produziremos nos permitirá até atender outros países?, diz Costa. O diretor Eduardo Costa classificou de ?assunto de segurança nacional? a produção de insulina no Brasil. Ele lembrou que por duas vezes, em 30 anos, houve crise de desabastecimento do hormônio sintético no País. O acordo prevê a transferência da tecnologia em três anos. O novo medicamento contra malária foi desenvolvido como alternativa ao quinino. Surgem cerca de 500 mil casos da doença por ano no Brasil.

Agencia Estado,

13 de dezembro de 2006 | 10h56

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