Fatores de risco multiplicam chances de enfarte

Os fatores de risco multiplicam as chance de enfarte. O humorista Bussunda, por exemplo, tinha pelo menos cinco deles: gordura abdominal, mais de 40 anos, pressão alta (que, mesmo controlada, pesa na hora de o médico calcular a chance de problema cardiovascular), hereditariedade (a mãe morreu de enfarte) e colesterol alto. Para os homens, o risco é maior acima dos 40 anos. Mulheres, acima de 50. Elas são protegidas por mais tempo até a menopausa, graças ao estrógeno, hormônio feminino que funciona como uma espécie de escudo, agindo diretamente nas paredes das artérias - ele faz com que as artérias se mantenham mais relaxadas. Outros fatores capazes de turbinar problemas cardiovasculares são colesterol alto, stress, alimentação inadequada e diabete. Exercício físico, que deveria ajudar sempre, pode fazer mal para quem tem problemas cardiovasculares em alguns casos e, por isso, deve ser feito só com orientação médica rigorosíssima. "O coração pede mais oxigênio para acompanhar o ritmo da ginástica e o corpo pode não conseguir corresponder", explica Ibraim Pinto, do Hospital do Coração. A glicose alta irrita os vasos sanguíneos. A gordura abdominal é a principal causa da chamada síndrome metabólica, conjunto de doenças que alteram o metabolismo e, conseqüentemente, afetam o coração - quem sofre da síndrome tem quatro vezes mais chance de morrer do coração. O cigarro tem ação oposta à do estrógeno, endurecendo as artérias. O LDL (colesterol ruim) elevado representa uma bomba. Quando ele está elevado, significa que a proporção da proteína responsável por transportar gordura às células é maior que a própria gordura no sangue - com o tempo deteriora as artérias, acumulando-se nas paredes dos vasos. As conseqüências são doenças de origem circulatória, como o entupimento das artérias, derrame e enfarte. Além da genética, a alimentação é o fator que mais influencia os índices de colesterol (cerca de 70%). A dieta ideal deve ter aproximadamente 50% de carboidratos (arroz, pães e massas, batatas), 30% de gorduras (óleos, carnes, castanhas) e 20% de proteínas (carnes, leguminosas). As fibras têm papel importante contra o excesso de peso. Elas diminuem a absorção de gordura pelo tubo digestivo. Elas se fixam na gordura, facilitando a sua eliminação. Os antioxidantes, nas frutas cítricas principalmente, evitam a oxidação das artérias - a gordura "prefere" se depositar na parte das artérias que sofreu oxidação.

Agencia Estado,

20 de junho de 2006 | 10h35

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