Febre amarela pode ter matado fazendeiro espanhol, em Goiás

Este é o 3º caso de morte, sob suspeita de febre amarela, que vem a público nos últimos nove dias, em Goiás

Rubens Santos, Agência Estado

12 de janeiro de 2008 | 13h25

A febre amarela pode ter matado, neste sábado, 13, o agricultor espanhol Salvador Perez de la Cal, de 41 anos, que estava internado na UTI do Hospital de Doenças Tropicais (HDT), em Goiânia, desde a quinta-feira, 10. A suspeita de febre amarela foi levantada pelo médicos do hospital baseada nos sintomas apresentados pelo paciente.   O Ministério da Saúde vai investigar qual foi a causa da morte. O corpo do agricultor será trasladado para a Espanha, e o laudo cadavérico deverá ser divulgado em 90 dias. Autoridades de saúde informaram que na próxima semana será liberado o resultado do exame sorológico do agricultor.   Salvador Perez de la Cal era proprietário de uma fazenda em Cristianópolis, distante 67 quilômetros de Goiânia, que foi adquirida no final do ano, época em que chegou ao Brasil. No dia 29 de dezembro assumiu o imóvel, em precárias condições de conservação e higiene segundo relatos.   Desde então, passou a sentir-se mal mas a doença se agravou a partir do dia 3. Uma semana depois, de acordo com boletim médico do HDT, o espanhol foi levado a um posto de atendimento médico (CAIS) no Jardim Novo Mundo, bairro na periferia de Goiânia. Mas, como seu estado só piorava, foi internado no HDT. Pelas informações dadas pelo médico Wilson Moraes Arantes, diretor-clínico do Hospital, o estado clínico do paciente era estável. Depois de uma rápida deficiência renal e hepática, o agricultor morreu.   Este é o terceiro caso de morte, sob suspeita de febre amarela, que vem a público nos últimos nove dias, em Goiás. O primeiro caso foi do peão de fazenda João Batista Gonçalves, morto na sexta-feira da semana. Outro caso suspeito foi o da aposentada Maria Geraldina Siqueira da Silva, que morreu na quarta-feira em Ceres (GO).

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