Marcos Correa/ PR
Marcos Correa/ PR

Federação sindical chinesa diz que se mobilizará para 'ajudar' Brasil com insumos de vacina

'Algumas palavras de ignorantes não vão comprometer as tendências amistosas das relações entre a China e o Brasil', disse um secretário da federação, em clara referência a declarações de integrantes da família do presidente Jair Bolsonaro

Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

22 de janeiro de 2021 | 16h20

RIO - A Federação Nacional dos Sindicatos da China (ACFTU, na sigla em inglês) se comprometeu a interceder junto ao governo do país asiático a fim de facilitar os trâmites diplomáticos envolvendo a liberação de insumos para produção de vacinas contra o covid-19 no Brasil. Além disso, a ACFTU está se mobilizando para oferecer "ajuda humanitária" à população do Amazonas, que enfrenta caos na saúde pública, inclusive com a falta de oxigênio para hospitais.

A promessa foi feita após reunião de cerca de duas horas com o Fórum das Centrais Sindicais, realizada no fim da noite de quinta-feira, 21. “Vamos usar todos os nossos canais e esforços para levar a mensagem de vocês ao governo central e ao Partido (Comunista Chinês) sobre as necessidades imediatas do povo brasileiro ante a pandemia”, afirmou An Jianhua, secretário Internacional da Federação dos Sindicatos da China. A declaração foi reproduzida pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), que participou da reunião.

"Algumas palavras de ignorantes não vão comprometer as tendências amistosas das relações entre a China e o Brasil", acrescentou An Jianhua, numa clara referência a declarações pouco diplomáticas de integrantes da família do presidente Jair Bolsonaro.

A forma como a ACFTU pretende ajudar o País ainda não foi informada. Uma nova reunião com o Fórum das Centrais Sindicais deverá acontecer na próxima semana. A Federação Nacional dos Sindicatos da China é considerada a maior entidade sindical do mundo, com 302 milhões de filiados.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.