Valéria Gonçalvez/AE
Valéria Gonçalvez/AE

Ferrari pode ser investigada por propaganda subliminar de cigarro

Equipe de F-1 reproduziria nos carros e macacões imagem que remete à marca Marlboro

Efe

29 Abril 2010 | 09h59

LONDRES - Médicos britânicos pediram investigação para esclarecer a suposta publicidade subliminar que estaria sendo feita pela Ferrari em seus carros e uniformes para promover a marca de cigarros Marlboro, o que é proibido pela legislação europeia, que não permite propaganda de tabaco em eventos esportivos.

 

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Segundo a edição desta quinta-feira, 29, do jornal britânico The Times, conceituados médicos pediram a intervenção governamental para investigar o caso.

 

De acordo com a acusação, a Ferrari tem usado as cores vermelho, branco e preto em seus carros e nos macacões dos pilotos, que trazem uma faixa horizontal branca na altura do peito, para "lembrar" uma embalagem da famosa marca de cigarros.

 

O jornal lembra que, na quarta-feira, um porta-voz da Comissão Europeia de Saúde Pública destacou que a equipe poderia estar realizando marketing subliminar em prol da empresa.

 

O porta-voz convocou os Governos da Espanha e do Reino Unido (que recebem os dois próximos Grandes Prêmios da temporada) para esclarecer a situação.

 

A acusação ganhou força quando John Britton, membro do Royal College Of Physicians (associação nacional de físicos do Reino Unido), destacou ao "The Times", que a distribuição das cores utilizadas pela Ferrari, assim como o design, "lembram a parte inferior de um pacote de Marlboro".

 

"Fiquei muito surpreso quando vi, pois está passando dos limites", assinalou.

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